O Discurso Directo esteve à conversa com Manuel Costa, presidente da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Mosteirô, clube de Arouca, que integra a 1ª Divisão Distrital e se encontra no 5º lugar da tabela classificativa. O balanço do mandato, as expetativas para a temporada, o aparecimento da Covid-19, as maiores dificuldades do clube e os objetivos para o futuro, foram alguns dos temas abordados.

Discurso Directo (D.D.): Há quanto tempo é presidente da direção do Mosteirô? Que balanço faz do seu mandato?

Manuel Costa (M.C.): Como presidente do clube é o primeiro mandato, embora tenha estado ligado ao clube como diretor desde 2003.

Estes primeiros meses do meu mandato têm sido atribulados com toda esta situação que vivemos e que não torna a vida fácil a ninguém e muito menos aos clubes que dependem das pessoas e do tecido empresarial local para sobreviver.

D.D.: Com quantos jogadores conta atualmente? Chegaram reforços?

M.C.: Nesta altura temos um plantel composto por 22 jogadores e na estrutura da equipa ainda contamos com equipa técnica, massagista, roupeiro etc, portanto ainda temos uma estrutura com bastante gente. Tínhamos em vista um reforço para ser inscrito, mas como é lógico está tudo parado devido à incerteza que temos do recomeço das competições.

D.D.: Quais são as expectativas para esta época?

M.C.: As nossas expectativas assentavam numa alegria de trabalhar neste nosso clube, servi-lo todos os dias da melhor maneira e com tudo o que podemos ter, dar tudo para conseguirmos com garra, muita vontade de vencer e muita determinação em sermos sempre, todos os dias melhores, o resto é futebol e queremos mostrar que podemos ombrear com todos e entrar em campo com a possibilidade de vencer e pôr o Mosteirô e a nossa região onde merece.

D.D.: Qual é o ambiente que se vive entre direção, equipa técnica, jogadores e até adeptos tendo em conta a Covid-19? De que forma é que a pandemia afetou o vosso trabalho?

M.C.: O ambiente entre toda a estrutura é ótimo, a direção estabeleceu as regras e gere o clube como pode e sabe, a equipa técnica treina, a parte médica faz a sua parte em conjugação com a equipa técnica e os jogadores queremos que só pensem em treinar e dar tudo pelo clube e quando assim é estamos todos muito bem. Lógico que toda esta situação Covid-19 nos trouxe muitas situações novas e algumas inesperadas mas acredito que com a ajuda de todos vamos conseguir, embora as coisas estejam negras para todos e o futebol recente-se. Não tivemos casos diretos de covid, mas psicologicamente afeta todos de alguma forma, contudo o grupo está muito bem e em alta.

D.D.: Com que apoios contam?

M.C.: Os de sempre, os nossos adeptos, patrocinadores, colaboradores e claro a Junta de Freguesia e Câmara Municipal. A toda esta gente boa só temos a agradecer todo o apoio que nos têm podido dar.

D.D.: Quais são as maiores dificuldades do clube?

M.C.: Nesta altura acho que todos os clubes têm o mesmo problema que é a situação financeira e a capacidade para corresponder a todas as exigências e responsabilidades.

D.D.: Quais são os objetivos para o futuro?

M.C.: Temos objetivos bem definidos para o nosso clube, e alguns desses objetivos que queremos, necessitam que o nosso primeiro objetivo se cumpra, sem ele os restantes objetivos e todos os sonhos que temos para o clube serão impossíveis de concretizar. Esse primeiro grande objetivo é trazer as pessoas e a comunidade da nossa região para perto do clube. Gostaríamos que todos se envolvessem mais e se aproximassem mais do clube e temos algumas metas e situações que queremos implementar para isso mesmo. O clube é das pessoas e queremos ter de novo o ambiente, a alegria e o amor à volta deste clube.

D.D.: Podemos esperar alguma alteração ao nível das infraestruturas?

M.C.: Neste momento temos condições de trabalho invejáveis e, para além de pequenos ajustes, temos objetivos a longo prazo para o nosso parque de jogos, mas como estão as coisas será mesmo a longo prazo e só depois do nosso primeiro objetivo alcançado.

D.D.: Como vê o atual momento do futebol distrital?

M.C.: Nesta altura e desde que começou esta pandemia, acho que reina o caos. As nossas entidades acredito que tenham tentado fazer tudo pelo melhor mas a verdade é que os clubes estão desamparados dessas entidades e me pareceu sempre muito fácil exigir ainda mais aos clubes sem que houvessem os devidos apoios financeiros, mas espero sinceramente que ainda corrijam esse aspeto porque o que forem fazer nesse capitulo determinará o futuro de muitos clubes.