Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, afirmou hoje que o governo está empenhado e comprometido em levar a escola virtual a todo o território, reforçando ainda que o ensino terá de ser sobretudo presencial. Esta garantia foi dada por Ana Abrunhosa na Comissão de Administração Publica, Modernização Administrativa e Descentralização e Poder Local, onde foi ouvida esta manhã, quando respondia a uma questão lançada pelo Deputado Socialista, João Azevedo, sobre se os alunos iriam ter um acesso equitativo à escola virtual.

 “O governo está muito comprometido nesta matéria para ter condições para a escola virtual, mas a escola tem de ser sobretudo presencial porque senão as assimetrias acentuar-se-ão”, disse a ministra.

“A escola virtual é apenas um instrumento da escola, que deve ser presencial”, sublinhou Ana Abrunhosa.

Esta foi a resposta da ministra da coesão territorial à pergunta de João Azevedo quando este lembrou o impacto que a pandemia está a ter sobre as famílias, sobretudo, com o encerramento presencial dos estabelecimentos de educação.

 “Torna-se mais vital que nunca o acesso generalizado dos alunos à escola virtual. Pergunto se será por isso cumprido o acesso virtual a todo o país, dotando as famílias por um lado, de portáteis e acesso à ‘net’ e, por outro, conceber uma rede de distribuição que permita o acesso generalizado e em condições a todos por mais recôndita que seja a sua morada no interior do país”, disse João Azevedo.

De lembrar que a atividade letiva de todos os graus de ensino se encontra interrompida por um período de 15 dias, no continente, a contar desde o dia 22 de janeiro. Esta medida foi decretada pelo Conselho de Ministros devido à disseminação da variante SARS-CoV-2, vinda do Reino Unido e mais contagiosa.