Nádia Bastos, fadista arouquense, participou no concurso ‘EDP Tanto Fado’, uma iniciativa que teve como objetivo promover e apoiar o talento nacional na área do fado.

Em declarações ao Discurso Directo, a fadista arouquense, afirmou que a participação no concurso surgiu “meramente em conversa, nunca tive a intenção de participar, até porque não tinha conhecimento do mesmo (concurso). Mas ao conversar sobre o ‘EDP Tanto Fado’ percebi que, mesmo faltando uma semana para terminarem as inscrições, podia tentar, uma vez que ia ter tempo para me dedicar, já que este ano por causa do Covid, para nós artistas o que não falta é tempo”.

Nádia Bastos chegou à semifinal, tendo sido eliminada nessa mesma fase, a um passo da grande final.

As finalistas são Beatriz Felizardo, Beatriz Silva, Carmo Moniz Pereira, Cassandra Cunha, Joana Carvalhas, Mia Moura, Sara Filipe, Vera Lima e Vânia Conde. A grande vencedora vai poder editar um álbum com a Sony Music e atuar no palco EDP Fado Café, na próxima edição do festival NOS Alive.

O gosto pela música, que se tornou profissão

“O gosto por cantar surgiu desde muito pequena, cresci a ver a minha mãe cantar, sempre com tanto gosto e alegria que me senti contagiada. Depois de ter experimentado nunca mais parei. Canto desde os meus 8 anos e assim continua até aos dias de hoje. Já experimentei cantar vários géneros musicais, mas é realmente o fado que me lava a alma e me completa”, afirmou Nádia Bastos.

A jovem fadista que começou a cantar por gosto, hoje em dia faz do fado profissão: “a música é a minha profissão e a minha vida já à alguns anos. Comecei a ganhar o meu dinheiro com a música aos 17 anos e até hoje nunca parei. Não temos anos ou dias definidos na música, quando se começa não se quer parar, por isso pretendo chegar sempre mais longe, tanto a nível nacional como internacional. Não existe caminho definido, na música o caminho faz-se ‘caminhando’, um objetivo de cada vez, e só paro quando Deus disser que já estou muito cansada para continuar”.

Nádia Bastos referiu ainda que “independentemente do resultado do concurso, a minha vida no Fado nunca vai parar, a minha carreira não se resume a um concurso, mas sim no longo caminho que tenho feito até hoje que tem sido muito gratificante, às vezes amargo, mas tudo valeu a pena até aos dias de hoje. Quando temos a música na alma, na voz e no sonho que nos comanda a vida, nada nos faz parar. O fado é isto, paixão, luta, sentimento e depois é cantar ‘até que a voz me doa’”.