Todas as Assembleias Municipais da Área Metropolitana do Porto reuniram extraordinariamente, no passado dia 3, com o propósito de eleger dois novos membros para a Comissão Executiva Metropolitana. Foram então eleitas as duas únicas candidatas a sufrágio: Carlota Teixeira e Cláudia Araújo.

A sessão em Arouca decorreu no auditório da Loja Interativa de Turismo, sobre a Presidência de Carlos Esteves, e serviu também para a aprovação por maioria, com a abstenção do PSD, da nova “Estrutura e Organização dos Serviços Municipais”. Com esta aprovação o município pode agora iniciar uma reestruturação interna dos serviços, extinguindo o Departamento de Administração Geral e Finanças e criando duas unidades orgânicas flexíveis e sua substituição: Divisão de Expediente Geral e de Gestão de Recursos Humanos e Divisão de Contabilidade e Finanças.

A Assembleia aprovou ainda por maioria com um voto contra o prolongamento por mais três meses da suspensão do mandato de José Artur Neves. As razões apresentadas apontam sobretudo para “as restrições associadas à mobilidade de circulação internacional, em particular na obrigação de períodos de quarentena impostos pelas respetivas autoridades”. De referir que o ex-Presidente da Câmara se encontra a trabalhar em Angola.

Vítor Arouca, enquanto autarca de freguesia e coautor da proposta para a transferência de competências da Câmara Municipal de Arouca para a União de Freguesias de Arouca e Burgo, usou o período destinado aos munícipes para apresentar as razões objetivas que fundamentaram a referida proposta, contrapondo referências fornecidas pela edilidade e considerações feitas pela Presidente da Câmara, concluindo a afirmar que “a senhora presidente poderá assumir aqui que não é sua pretensão efetuar a transferência das competências e está no seu direito, mas por favor não coloque em causa do trabalho técnico efetuado com premissas realistas”. Margarida Belém recordou que sobre esse assunto tem havido um conjunto de reuniões com as Juntas de Freguesia e que estas vão continuar, tendo em vista a delegação de competências que a lei contempla, concluindo a negar qualquer manipulação de dados, prometendo, no entanto, que no futuro haverá uma análise mais cuidada dos mesmos.