Reservatório de água de apoio ao combate a incêndios no planalto da Freita alvo de críticas

Em 17 de julho a Câmara anunciou um novo ponto de água no planalto da Serra da Freita para combate a incêndios, mas o seu impacto está a gerar polémica. Na reunião do Executivo do passado dia 18, e segundo regista a respetiva ata, o Vereador do PSD, Vítor Carvalho, deu nota do seu desagrado sobre a obra assumindo-a como “artificial, desastrosa, pequena, medíocre intervenção feita”, referindo também “o seu impacto ambiental/visual negativo, em plena rede natura 2000”.

Este autarca disse ainda que em devida altura deu a sua opinião, no sentido da mesma ser feita “onde existia a fuga de água (aí é que era refundada, limpa e ceresitada ou colocada a tela num espaço mais profundo)”. Mais recentemente, acrescentou ainda, que a forma como está feito poderá até “implicar perigo para o pastoreio, ou outros animais que ali pudessem cair, assim como a questão dos custos/otimização desta solução efetuada no espaço (ironicamente obtive sorrisos). Foi colocada uma tela em toda a extensão, que por sua vez levantou (entrando a água por baixo), já foram colocadas mais pedras no interior, foi reposto o sinal de «proibição de nadar», mas numa das partes foram colocadas duas estruturas «escada de piscina» como quem “convida a dar um mergulho». Foram arrancadas pedras da montanha, e destruída parte da estrada”. Mais, porque não foi colocado um sistema que permitisse de inverno abrir, para mitigar o impacto da força do caudal na estrutura e no verão ser fechada para poder reter a água. Enfim, incongruências e como é apanágio mais experimentalismos. Talvez seja necessário e aconselhável utilizar algum «sincretismo estético», consultar os mais idosos, ou em última instância fazer uma intervenção utilizando a técnica de «tapar as presas» (com lama)!” – disse ainda a concluir.

Em resposta, a Presidente da Câmara, Margarida Belém, esclareceu que “a intervenção teve aconselhamento técnico e visou a criação de uma reserva de água de apoio ao combate a incêndios, desconhecendo os impactos ambientais/visuais que são referidos como negativos resultantes da realização dos trabalhos. Quanto às escadas, disse que foram colocadas não para permitir o acesso balnear à infraestrutura mas sim para possibilitar a saída da água no caso de queda acidental, objetivo que se visou também alcançar com a aplicação de tela antiderrapante”.

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