“Passadiços do Paiva” fizeram 5 anos

Há precisamente cinco anos atrás noticiávamos nas páginas do “Discurso Directo”, o grande êxito que tinha sido a inauguração dos “Passadiços do Paiva”, realçando em título a importância do ativo para o turismo de Arouca. Nessa altura não se imagina o fenómeno que lhe estaria destinado com milhares de utilizadores – o que levou a Câmara a criar um limite de entradas e ao seu pagamento (ainda que num valor simbólico).

O sucesso deste percurso de 8km pela natureza, quase todo em madeira, na margem esquerda do Rio Paiva, “que proporcionam um passeio «intocado», rodeado de paisagens de beleza ímpar, num autêntico santuário natural, junto a descidas de águas bravas, cristais de quartzo e espécies em extinção na Europa”, refletiu-se numa dinâmica ímpar no setor turístico da região. Entre várias praias fluviais há por ali uma viagem pela biologia, geologia e arqueologia.

Manutenção e funcionamento com custos significativos

Para além do fogo florestal que destruiu algumas centenas de metros do percurso (em 2015), a manutenção deste percurso tem, naturalmente, custos significativos para a Câmara Municipal. O mesmo acontece com o seu funcionamento.

Uma consulta à base de dados dos contratos públicos permitiu-nos saber que, recentemente, a edilidade assumiu mais dois contratos. O primeiro com Coeficiente, Ld.ª, com sede na Covilhã, que visa a prestação de serviços de fiscalização do estado de conservação da infraestrutura, em toda a sua extensão. O prazo para conclusão do fornecimento é de dois anos, sendo que o preço contratual é de €19.800,00 (acrescido de IVA). O segundo foi à sociedade denominada Toscca – Equipamentos em Madeira, Ld.ª, com sede na Zona Industrial de Oliveira de Frades, cujo objeto é a execução da empreitada de “Reconstrução do Passadiço da Zona do Vau”. Esta tem preço contratual de €15.100,00 (também acrescido de IVA). O prazo de execução dos trabalhos era de trinta dias.

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