OPINIÃO | Lua Nova Setembrina …?

O mês de Setembro é considerado aquele que nos remete indubitavelmente para o regresso ao trabalho, estando umbilicalmente ligado ao regresso às aulas para todas as crianças, adolescentes e adultos que estudam e, também, para um sem número de atividades que voltam ao normal ritmo quotidiano.

O final do mês de Julho acabou por ser um pouco constrangedor para o nosso município que, indiretamente, e não pelas melhores razões, acabou por ser mediatizado e mencionado pelas polémicas que envolveram o Secretário de Estado da Proteção Civil e o líder concelhio do Partido Socialista, técnico especialista no seu gabinete, que acabou por se demitir. Como arouquenses, nunca gostamos de ver o nome de Arouca mencionado por razões que não aquelas que nos enchem de orgulho. Mas, tenho a certeza, independentemente das considerações políticas que decorreram do referido caso, poderemos depreender factos positivos, como o escrutínio a que é sujeito o servidor da causa pública, mais propriamente aqueles que ocupam cargos importantes e mediáticos, o que pressupõe que caminhamos para conseguir transmitir aos cidadãos maior confiança nos decisores políticos. De negativo, a excessiva mediatização e imprecisão de alguma da informação veiculada, muitas vezes não fornecendo uma informação correta e que acaba sempre por existir, muito por culpa de alguma comunicação social mais sensacionalista que, infelizmente, pode sem qualquer pudor ou escrúpulo ultrapassar aquilo que é o dever jornalístico de escrutinar e informar.

É importante poder referir e falar abertamente dos casos políticos, como o que acima referi, que foram decorrendo ao longo desta legislatura para, desse modo, podermos encarar o período eleitoral tendo em vista uma escolha num projeto político e num programa eleitoral. E, para isso, acentuo a importância da informação fidedigna e do estímulo do interesse para um conhecimento claro dos projetos de governo que vão estar em sufrágio, para podermos realizar uma escolha séria e estudada que envolva todos os temas, não nos remetendo unicamente a uma escolha que decorra de informação sensacionalista e imprecisa. Daí o meu apelo para que, tal como em quaisquer outras, nestas eleições se consultem e leiam os programas eleitorais que são facultados pelos partidos, bem como se avaliem os candidatos que se apresentam para nos representar na Assembleia da República. Infelizmente, desde a saudosa eleição do nosso conterrâneo André Almeida, deputado entre 2007 e 2009, que não voltamos a ver nenhum arouquense no hemiciclo. O seu bom trabalho realizado deveria ter merecido outro tipo de consideração pelos diversos partidos que habitualmente elegem pelo círculo eleitoral de Aveiro, sendo de realçar que os pequenos partidos o fizeram e hoje temos arouquenses cabeças de lista por forças políticas de muito menor expressão, à semelhança do que já havia sucedido com o ex-vereador Marcelo Pinho no Movimento Mérito e Sociedade.

A predisposição para servir e para se colocar ao dispor das pessoas em função de um determinado partido, ao abrigo de um projeto e de uma proposta política é sempre de realçar, pelo que congratulo as diversas forças políticas pela aposta nos arouquenses, sentindo ao mesmo tempo uma tristeza por ver as mais relevantes desconsiderarem esta aposta.

Os arouquenses são briosos, são pessoas que valem pelo seu trabalho e são unidos nas causas que os movem. O nosso maior certame está à porta e teremos certamente oportunidade de mostrar aos muitos dirigentes e candidatos das várias forças políticas o que de melhor tem o nosso concelho, desde o primeiro ao terceiro setor. E nada como o exemplo do recente concurso das 7 Maravilhas Doces de Portugal para documentar isso. Um concurso que envolveu toda a nossa comunidade, que deu força e ainda mais visibilidade a algo que sempre foi um ex-libris nosso, como o é a nossa doçaria conventual, e que contou com o forte empreendedorismo de quem hoje gere a Casa dos Doces Conventuais de Arouca. A eles o meu agradecimento por todo este envolvimento e pelo orgulho em vermos que, de facto, temos mais do que potencialidades para sermos uma das maravilhas deste país.

Desejo a todos os leitores do Discurso Direto uma excelente Feira das Colheitas!

Texto de Artur Miler 

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