OPINIÃO | NOVAS REGRAS NA ORGANIZAÇÃO DESTE NOVO ANO LECTIVO 2019/20

O novo ano lectivo está aí! Depois de todas as emoções, de todos os mergulhos, de todos os passeios, de todas as brincadeiras vividas durante as férias grandes, o início de um novo ciclo, em que não faltarão desafios, causa sempre alguma apreensão.

Este novo ano lectivo arrancou com algumas alterações e novas regras: generalização e alargamento a todas as escolas da autonomia e flexibilidade curricular, podendo conduzir à implementação de soluções inovadoras que diminuam ou eliminem o abandono e o insucesso escolares. A maior flexibilidade e autonomia poderão materializar-se na criação de novas disciplinas, na organização das disciplinas em grandes áreas para serem trabalhadas em conjunto, na organização diferente de turmas, conforme as necessidades, e ainda a uma organização diferente do ano escolar que poderá manter os três períodos lectivos, passar a dois semestres ou outros modelos, sem prejudicar o número de aulas que será o mesmo em qualquer das situações.

É de realçar que o nosso país está entre os países da União Europeia onde a carga horária passada com actividades lectivas é maior, estando este número de horas longe de se reflectir nos resultados alcançados pelos alunos, que, apesar dos progressos assinaláveis dos últimos anos, continuam bem distantes dos melhores. E já não bastava as cargas lectivas, tão sobrecarregadas para as nossas crianças e adolescentes, como ainda há a acrescentar os trabalhos de casa, que em alguns casos é um enorme exagero. Mas mais aulas e mais trabalhos não representam mais autonomia, mais produtividade, mais cooperação, mais criatividade e mais esperteza. As nossas crianças vivem mergulhadas entre as exigências dos tempos lectivos, das actividades extracurriculares e as obrigações escolares, transformadas em crianças “trabalhadoras”.

Brincar é essencial para o desenvolvimento global da criança, favorecendo a vertente física, emocional, social e cognitiva. O jogo e a brincadeira, sendo actividades de divertimento, são meios privilegiados de expressão de sentimentos, de desenvolvimento de capacidades cognitivas, de aprender a ser e a estar, competências estas essenciais a uma adaptação positiva às diferentes exigências quotidianas. Em suma, é uma forma de experienciar felicidade e ter uma autoestima saudável.

A educação é um direito de todos e para todos, reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos e o local privilegiado para o seu exercício é a escola. A escola proporciona aprendizagens, conhecimentos, saberes, competências e educa. Educa para a socialização, para a formação de cidadãos e profissionais, para a integração e para a inovação. O papel da escola é fundamental para o nosso desenvolvimento colectivo. O saber é uma ferramenta poderosa e fundamental na actualidade, daí desejar um ano profícuo a todos os professores, aos estudantes de todos os graus de ensino e alegrias aos seus pais. Bom trabalho e bom ano lectivo.

Texto de Rosa Morais 

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