Atualmente instalado no Mosteiro de Arouca, o Centro de Arqueologia de Arouca procura um novo local para guardar o espólio de arqueologia lá exposto. A situação deve-se à concessão do Mosteiro e ao facto de o espólio se encontrar precisamente na área que será intervencionada, aquando da construção da unidade hoteleira.

Segundo António Silva, presidente do Centro de Arqueologia de Arouca, o espólio é constituído “por várias toneladas de fragmentos cerâmicos, objetos de pedra, vidros, metais, etc.”, pelo que se torna mais difícil arranjar um local onde seja possível acomodar todas as peças e onde “existam condições mínimas de segurança e ambientais”.

Em declarações ao Discurso Directo, António Silva afirmou ainda que o Centro de Arqueologia de Arouca já pediu uma reunião com a Câmara Municipal e com a Direção Geral de Cultura do Norte, no sentido de se chegar a uma “solução conjunta”.

O espólio integra peças da pré-história até ao séc. XX, provenientes de trabalhos arqueológicos e escavações feitas em Arouca: “Daí a preocupação para que o espólio fique no concelho”, afirmou António Silva.

Caso não se encontre um espaço adequado, as peças poderão ter de sair de Arouca.