Trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Arouca preparam-se para vigília

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social promove esta sexta-feira, dia 15 de março, pelas 15h00, uma vigília junto das instalações da Santa Casa da Misericórdia de Arouca. O principal objetivo é “alertar os trabalhadores, a população em geral e comunicação social, face aos ataques aos direitos das trabalhadoras, por elas relatados”, e perante a recusa da Mesa Administrativa em participar numa reunião com o objetivo de solucionar os problemas.

Segundo o comunicado enviado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social, “as trabalhadoras referem que, no que concerne à progressão na carreira profissional, não são respeitados os cinco anos de serviço para passagem de um nível ao imediatamente superior” e, consequentemente, “não há actualização dos seus vencimentos de acordo com a sua antiguidade profissional”. Informa ainda que “em muitas situações, as trabalhadoras não estão classificadas nas categorias profissionais que correspondem ao trabalho e funções que realmente exercem, havendo, por exemplo, trabalhadoras classificadas como Auxiliares de Serviços Gerais que na prática exercem as funções de Ajudantes de Acção Directa, sem receberem o salário correspondente e trabalhando mais horas do que deviam”.

Desta forma, as trabalhadoras “reclamam a fixação de horários de trabalho que lhes permitam conciliar a vida profissional com a sua vida familiar, bem como a auferir o valor justo pelo trabalho prestado, nomeadamente no que se refere ao trabalho prestado em dias feriados e ao número de dias de férias”. O mesmo comunicado faz saber ainda que “as trabalhadoras da S.C.M. de Arouca não estão abrangidas por nenhum Acordo Colectivo de Trabalho, nem o que vigora para a generalidade das Misericórdias Portuguesas, nem o que vigora para as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), aplicando a Mesa Administrativa as normas laborais que lhes são mais convenientes, em nítido prejuízo das trabalhadoras e dos seus direitos.”

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