OPINIÃO | Afinal, tudo o vento levou…

Há cerca de dois meses atrás, trouxe para ordem do dia o tema das energias alternativas, mais particularmente a energia eólica. Referi e defendi, a necessidade de estudar o assunto, não só pelas questões prementes da sustentabilidade, das alterações climáticas, da diminuição da pegada ecológica, mas também pelo impacto económico e as receitas daí resultantes para os municípios e populações, onde estão instalados os respectivos parques eólicos.

Tive também o cuidado de deixar claro “a quem de direito“ que era importante ESTUDAR o potencial de alargamento do nosso parque eólico, ou mesmo da possibilidade de analisar a criação de outros espaços da mesma natureza, tendo por base o potencial e as características que o nosso concelho oferece.

Neste sentido procedi a um pequeno exercício de “benchmarking”, tendo por base comparativa, os nossos vizinhos dos concelhos limítrofes, e considerando apenas como referencia o somatório das receitas dos últimos 3 anos conhecidos (2015-2017):

– Arouca: 784.521,02€

– Castro Daire: 2.738.374,60€

– Cinfães: 2.069.015,00€

– S. Pedro do Sul: 1.986.713,76€

Deixo a análise e interpretação dos dados, aos leitores e arouquenses. A minha, está feita: ”somos os maiores da nossa quinta”.

Deixo também uma nota final, salientando que os números acima apresentados não incluem as receitas que revertem para os conselhos directivos de baldios, dos quais, naturalmente não tenho informação, à excepção da minha freguesia – Moldes, a qual, resultante dos aerogeradores instalados no parque eólico da Serra da Freita, recebe um valor anual de cerca de 9.500,00€ (fonte: Junta de Freguesia de Moldes).

Portanto, não aceito respostas dadas de forma leve e com algum desprimor, respostas repentinas e vazias de fundamentação, num assunto que nos trouxe ao longo destes últimos anos, quase 5 milhões de euros e que, poderiam e poderão dar muito mais receita que permitia fazer face a necessidades essenciais ainda por resolver neste concelho, mas que alguns tentam esconder, contando a história de que as “vacas quanto mais gordas, mais voam”.

Texto de Vítor Carvalho

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