PSD Arouca em jantar convívio: Balanço de um ano político, críticas à Câmara e o apoio a Rui Rio

Um olhar muito crítico sobre a ação dos socialistas, que governam a Câmara de Arouca e o país, marcou as intervenções ouvidas no Jantar de Reis dos sociais-democratas arouquenses que teve ainda como pano de fundo a “crise” que o PSD nacional atravessa.

Depois do plenário realizado no anfiteatro dos Bombeiros Voluntários, os militantes juntaram-se a autarcas e simpatizantes para aquele que também foi definido como um jantar convívio da família social-democrata. O tempo era de balanço, não só sobre a ação dos socialistas que governam a Câmara de Arouca e o país, mas também sobre a intervenção do partido em diversas frentes da política local.

Tiago Mendes: Câmara valoriza os turistas mas despreza os arouquenses

Tiago Mendes, presidente da JSD Arouca, depois de falar “dos tempos de incerteza quanto ao futuro” que o país atravessa, em múltiplas vertentes, deu ênfase à política local com críticas a uma Câmara que foca a sua gestão numa “máquina propagandística manipuladora paga por todos os arouquenses”, dando especial realce à “promoção da imagem da presidente”.

Depois de referir uma das últimas propostas da JSD, relativa à biblioteca municipal, e que foi apresentada na sessão da Assembleia Municipal de dezembro e da importância de uma outra (bolsas de estudo), este dirigente falou do abandono do território: “valoriza-se uma atração turística ao longo de um rio, os Passadiços do Paiva, mas pomos de parte a questão ambiental, destruímos a natureza, com a poluição enorme das águas dos rios em Arouca”, referindo também a constante perda de população, a falta de emprego qualificado numa terra que valoriza os turistas “mas despreza diariamente a vida dos arouquenses”.

Rui Vilar: socialistas são os principais responsáveis pela não conclusão da variante

Recordando que os socialistas estão no poder em Arouca há 26 anos, o presidente do PSD Arouca, Rui Vilar, desferiu vários ataques à incapacidade destes em resolver os problemas reais do concelho. À cabeça está a ligação ao litoral: “Não podemos apontar outros responsáveis pela não realização desta obra a não ser o Partido Socialista”, para depois lembrar que “há poucos meses foi lançado a concurso uma obra não completa, um troço, que é bem-vindo, mas a grande parte até é fora de Arouca”, sendo que, inclusive, o prazo do concurso já foi alargado tal como o da conclusão da obra. O Presidente do PSD Arouca acabou mesmo por deixar dúvidas sobre o mérito do recente processo, que até trouxe a Escariz o primeiro-ministro.

Tal como fez o Presidente da JSD, também Rui Vilar referenciou o trabalho positivo dos autarcas do PSD, numa lógica de oposição ativa e atuante, com uma forte vertente de ação construtiva (deu especial realce ao projeto pensado para a EN 326), com propostas concretas que, como sublinhou, “infelizmente não têm tido correspondência por parte da maioria socialista”, registando a este propósito que “há falta de cultura democrática na máxima responsável do município”.


Apoio a Rui Rio e criticas ao governo de António Costa

O “apoio total e inequívoco” ao atual líder do partido Rui Rio já tinha sido manifestado por Rui Vilar, que o quer ver como o próximo primeiro-ministro de Portugal. O vice-presidente do partido e presidente da distrital, Salvador Malheiro, foi direto e frontal ao pôr em causa os intentos de Luís Montenegro. Depois de recordar que “estamos a meses de uma batalha eleitoral e o nosso partido tem de lá chegar na máxima força”, pelo que, no seu entendimento, os sociais democratas devem mobilizar todos os recursos e vontades para criar uma verdadeira alternativa ao governo de esquerda “que tão mal tem feito a Portugal”. Neste âmbito considerou importante o clarificar da situação.

Depois de lembrar o processo eleitoral realizado há um ano, Salvador Malheiro recordou a forma de agir de Rui Rio que coloca sempre os interesses do país acima de tudo, enquadrando nesta lógica as duas reformas estruturais acordadas com os socialistas.

Entre elogios ao trabalho dos dirigentes e autarcas sociais-democratas arouquenses foram inúmeras as críticas lançadas por Salvador Malheiro aos socialistas que, na sua perspetiva (des)governam o país. “Temos a maior carga fiscal e a maior dívida pública da história e há muito que não se via tanta contestação social” – recordou este dirigente para depois referir que governo do PS falhou em muitos dos propósitos anunciados. 

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