Encerramento da cafetaria do Parque discutida em reunião de Câmara

A cafetaria do parque, na coração da Vila de Arouca, continua polémica. A obra foi por diversas vezes questionada, não só em reuniões de Câmara como em sessões da Assembleia Municipal.

A última “investida” da oposição deu-se na reunião do Executivo realizada no passado dia 20, com o Vereador do PSD, Fernando Mendes, depois de lembrar que na reunião anterior tinha questionado “a Sr.ª Presidente sobre qual o ponto de situação do funcionamento da cafetaria do parque Municipal, ao qual a Sr.ª Presidente ficou de analisar o processo, pois desconhecia o facto da mesma estar «encerrada»”, referiu que “foram gastos diretamente nesta obra 292.698,00€, aos quais acresceu custos indiretos tais como: projetos, fiscalizações, acompanhamento, etc…; Para além disso, releve-se que o mesmo foi implantado de forma «muito questionável», sem exposição solar, equipado de forma insipiente, sem climatização, com fraca eficiência energética, entre outros, o que virá ainda a acarretar mais custos ao erário público (e agora naturalmente sem fundos comunitários) ” – disse ainda a concluir, segundo regista a respetiva ata.

Face à intervenção do autarca social-democrata, a Presidente da Edilidade, Margarida Belém, complementou a informação dada na última reunião, assinalando “que o concessionário da exploração da cafetaria a encerrou sem que previamente tenha procedido à denúncia do respetivo contrato, estando agora os serviços a efetuar as diligências necessárias à abertura, quão breve quanto possível, de novo procedimento tendo em vista a cessão da exploração do espaço a um novo interessado”

Última adjudicação foi em fevereiro de 2017

Foi o Executivo liderado por Artur Neves que em fevereiro de 2017 deliberou por unanimidade adjudicar a cessão de exploração da cafetaria do parque e respetiva esplanada, a Alfredo Manuel Leite Bastos Martins Silva, do concelho de Santa Maria da Feira, que teria que pagar o valor de seiscentos e dez euros, acrescido do IVA. Para além do empresário do concelho vizinho foram mais três os concorrentes interessados: Jorge Manuel da Rocha Freitas (380 €); Artur Jorge Santos Ferreira (351€); Pedro Miguel Ferreira da Silva Bastos (301€).

O concurso foi feito em Janeiro, depois da primeira gerência Molhó Bico-Bar, Ld.ª ter abandonado o espaço antes do fim do contrato celebrado, obrigando à abertura de novo concurso público.

A cafetaria do parque foi sempre uma obra envolta em alguma controvérsia, com avanços e recuos por parte da Câmara, sendo que a mesma originou, inclusive, um abaixo-assinado de alguns industriais do ramo da cafetaria e restauração contra a edificação da mesma, alegando uma “concorrência desleal” por parte de uma entidade pública. Ainda na Assembleia Municipal anterior à última concessão, a sua construção foi bastante criticada. Artur Miller, do PSD, lembrou não só os custos financeiros que envolveu a obra como o facto da sua arquitetura e inserção no espaço parque não ser plenamente conseguida.

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