Alteração do projeto da ponte suspensa sem unanimidade no Executivo Municipal

Na sua reunião do passado dia 6 de novembro, a Câmara Municipal aprovou, por maioria, com a abstenção dos Vereadores do PSD, Fernando Mendes e Vítor Carvalho e do CDS-PP, Sandra Melo, o projeto de execução relativo à alteração do projeto da ponte suspensa da cascata das Aguieiras (ponte pedonal suspensa sobre o rio Paiva).

Esta alteração ao projeto viria, no entanto, a merecer uma abordagem no Período Antes da Ordem do Dia, por parte do Vereador Fernando Mendes, que questionou a Presidente da Câmara “sobre o ponto de situação do decurso das obras da ponte suspensa, e das sucessivas alterações (primeiro 480m, depois 508m e agora 516m)”, pretendendo também saber se se tratava “de ações de marketing ou são erros que não foram devidamente acautelados/estudados ainda em fase de projeção e especialidades”, ou então se “foram realizadas sondagens geofísicas e geotécnicas nos momentos e sítios certos”.

Ainda no mesmo registo o autarca social-democrata quis saber se “com estas sucessivas alterações qual é o impacto orçamental (custos diretos e indiretos)”, defendendo também a importância de “com clareza ser informado do valor do desvio até à data e o que está previsto para futuro”, dado que no seu entendimento se trata “de uma obra que compromete cerca 15% do orçamento respeitante ao valor do investimento do município para um ano.”

A Presidente da Câmara, Margarida Belém, esclareceu que o “redimensionamento da ponte resultou de aspetos técnicos que se encontram devidamente explicados na proposta de alteração ao projeto inicial daquela obra” e que fazia parte da ordem do dia da reunião, sendo que “está ainda a ser calculado o acréscimo do custo que advirá dessa alteração”.

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