O concelho de Arouca, com o seu geoparque, que integra desde 2009 a Rede Europeia de Geoparques da UNESCO e é reconhecido como património geológico da Humanidade, foi o vencedor nacional dos prémios Município do Ano Portugal 2018, que reconhece as boas práticas do poder local. A entrega dos prémios decorreu no passado dia 16 de novembro, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães.

Das 56 candidaturas, o júri nomeou 35 projectos para nove categorias e para o grande prémio final. Além do grande prémio final, Arouca venceu ainda na região da Área Metropolitana do Porto.

Os projectos foram avaliados tendo em conta diversos factores, como o impacto que têm no território e na economia, o seu custo-benefício, inovação e originalidade, resultados alcançados, bem como o potencial de replicação do projecto.

O prémio é atribuído desde 2014 pela Universidade do Minho, através da plataforma UM – Cidades e visa distinguir os municípios cujas boas práticas de projectos implementados nos seus territórios tenham nele impacto, promovam o crescimento, a inclusão e a sustentabilidade nas suas cidades.

O Geoparque de Arouca foi inaugurado a 5 de dezembro de 2007 e estende-se por uma área de 327 quilómetros quadrados da Serra da Freita, abrangendo 41 geo-sítios, isto é, “sítios com interesse geológico”. É famoso pelos oito quilómetros de passadiços que serpenteiam as margens do rio Paiva, que têm vindo a ser sucessivamente premiados nos World Travel Awards, considerados os Óscares do Turismo a nível mundial.

Os outros municípios finalistas a concurso eram Avis, Coruche, Santarém, Sines, Albufeira, Alcoutim, Loulé, no Algarve, Cascais, Lisboa, Mafra, Sesimbra, Espinho, Gondomar, Vila Nova de Gaia, Águeda, Mealhada, Oliveira do Hospital, Seia, Figueira de Castelo Rodrigo, Idanha-a-Nova, Lousã, Sátão, Braga, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Vila Real, Alfândega da Fé, Armamar, Montalegre, Valpaços, Horta, Madalena do Pico, Ribeira Grande e Praia da Vitória.