OPINIÃO | Conhecimento “na palma da mão”…

Com o aumento da escolarização temos hoje ao nosso dispor verdadeiros “produtores de conhecimento” que poderão, desde que estimulados, contribuir para o bem comum e desenvolvimento da sociedade nas suas várias dimensões.

Falo da produção científica e de conteúdos, resultantes entre outros, de teses de investigação, mestrado e doutoramento que, podendo ter por base e pano de fundo o Município de Arouca, o seu contexto e realidade, ser este o alvo de estudo.

Neste sentido, seria importante e primordial estimular e apoiar na orientação para os temas nas diversas áreas do conhecimento (biologia, sociologia, antropologia, arte, estudos da comunicação, marketing, administração, arqueologia, geografia, história, contabilidade, economia, gestão, direito, psicologia, filosofia, desporto, saúde, música…) que naturalmente pudessem ter aplicabilidade no e ao nosso território.

Depois de percepcionado quem são, o que estudam os nossos alunos arouquenses e por que universidades e outros estabelecimentos de ensino (Portugal ou Estrangeiro) gravitam, importa motivar e influenciar positivamente para que os mesmos, no final dessa etapa e dos seus estudos, desenvolvam os seus projectos tendo por base a “realidade do campo de estudo” e a aplicação da investigação operacional ao concelho de Arouca, nas suas mais diversas vertentes e problemáticas: floresta, incêndios, demografia, mobilidade, tecnologias de informação e comunicação, arqueologia, biologia, turismo, saúde, desporto, ambiente, zoologia, desporto, gestão e planeamento do território…

Por exemplo, quantos estudos ou monografias foram produzidos sobre a temática da floresta nas suas várias vertentes (ambiental, incêndios, economia, desenvolvimento rural) sobre o território de Arouca?; A raça arouquesa?; O desenvolvimento social, económico? A demografia?; etc…

Trabalhando este assunto de forma pensada e estruturada, estabelecendo parcerias com universidades, criando um repositório de conhecimento, estou certo que teríamos ainda mais os nossos estudantes motivados, integrados activamente, “quiçá” poderem ficar por cá e contribuírem para o desenvolvimento do nosso concelho.

Certamente que, o Município e as Instituições de Ensino Cientifico e Tecnológico, entre outras, estimulando e premiando por mérito, financeiramente ou mesmo através do crowdfunding, estariam a dar um forte contributo para que o “produto final” para além do fim “académico”, servisse também de instrumento de trabalho, de apoio à tomada de decisão e ao desenvolvimento sustentável e sustentado de Arouca.

Ser inteligente significa também, ser aquele que é capaz de por a inteligência ao serviço dos outros.

Texto de Vítor Carvalho

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