OPINIÃO | O Estado da Nação – Parte I

Enquanto os portugueses impávidos e serenos concentram as suas atenções no escândalo sexual que envolve o capitão da seleção portuguesa de futebol, o nosso ilegítimo Primeiro Ministro aproveita a distração para promover uma profunda remodelação governamental e apresentar um Orçamento de Estado que confirma a aptidão da gerigonça para “dar com uma mão e tirar com as duas”.

O tema do momento para a esmagadora maioria dos portugueses é a denúncia de uma alegada violação de Ronaldo a uma norte americana. Não tenho dúvidas que será feita justiça pela maior democracia do mundo: que Cristiano Ronaldo será ilibado caso fique provado que está a ser alvo de um esquema de extorsão ou condenado caso se provem as acusações feitas por Kathryn Mayorga. Compreendo a paixão e uma solidariedade cega dos portugueses pelo capitão da seleção, pois muitas das nossas “alegrias” recentes foram obra do seu desempenho.

No entanto, nada melhor do que esta distração para a gerigonça poder “passar pelos pingos da chuva” e aproveitar o momento para tentar ocultar a falência do Estado na prossecução das suas funções vitais, lançando mais uma vez uma sucessão de números ilusionistas com o objetivo de se manter na governação.

Na passada sexta-feira, o então Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, não resiste às notícias que dão nota que era do seu conhecimento a manobra de encobrimento da recuperação das armas roubadas de Tancos. Um triste episódio que beliscou a credibilidade e prestígio das instituições militares e que certamente fará correr ainda muita tinta.

A coberto da demissão de Azeredo Lopes, o Primeiro Ministro, aproveita para fazer uma profunda remodelação governamental que demonstra claramente a fragilidade deste governo das esquerdas encostadas e de António Costa.

Enquanto o povo se mantém distraído, António Costa e o seu governo suportado pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda, Partido Comunista, Partido Ecologista “Os Verdes”, Partido dos Animas e da Natureza e pela atual direção nacional do Partido Social Democrata, liderada pelo Dr. Rui Rio, tentam com manobras de diversão esconder o aumento brutal dos impostos indiretos, e consequentemente omitir maior carga fiscal de que há memória.

Se o mesmo não bastasse apresentaram um orçamento de Estado, entregue na Assembleia da República na noite da passada segunda-feira, que aumenta claramente as assimetrias entre os grandes centros urbanos e o resto do país, apresentando um número de propostas cosméticas que não passam de uma “mão cheia de nada”. Voltam a anunciar a intenção de obras em hospitais que anunciaram a sua execução há anos e com pompa e circunstância proclamam a baixa do IVA na eletricidade, omitindo que apenas uma pequena parte dos portugueses são beneficiários da medida.

Este é o momento de analisar o Orçamento de Estado para 2019, e por essa mesma razão numa próxima oportunidade abordarei este tema mais a pormenor.

Texto de Pedro Magalhães

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