Incêndios um ano depois: recordar que a região foi uma das mais afetadas

Um ano depois a paisagem continua a ser desoladora

Passou um ano sobre os incêndios que deixaram um rasto de destruição em vários pontos do país e que provocaram dezenas de mortes. Os concelhos de Arouca, Vale de Cambra e Castelo de Paiva foram fortemente atingidos registando grandes perdas materiais.

Em Vale de Cambra, o incêndio que começou no domingo, dia 15 de outubro, em Macieira de Cambra, provocou 14 feridos, destruiu duas casas, duas viaturas e uma escola. Também várias empresas da zona industrial do Rossio estiveram em risco e algumas sofreram pequeno danos no exterior.

O incêndio acabou por se alastrar para Arouca, Castelo de Paiva e Sever do Vouga, tendo “os ventos fortes” ajudado à propagação do fogo. Este, em concreto, mobilizou mais de 300 operacionais, apoiados por 103 viaturas.

O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Cambra informou então que, no âmbito do combate a este incêndio, cinco bombeiros da corporação de Ovar, ficaram feridos na sequência de um capotamento da viatura em que seguiam.

Em Castelo de Paiva dezenas de casas de primeira habitação ficaram destruídas pelo fogo, mais de 200 pessoas tiveram de se refugiar no Pavilhão Municipal, fábricas foram consumidas pelas chamas e uma bomba de gasolina ficou destruída. Segundo Gonçalo Rocha, presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, o fogo destruiu cerca de 80% do concelho. “Aquilo que nos atingiu foi uma coisa impensável. Nem no pior filme de terror imaginávamos o que aconteceu”, afirmou o autarca, garantindo que estavam “cerca de 200 postos de trabalho em perigo”.

A recuperação destes espaços ardidos na região tem sido difícil. Ao esforço dos particulares e das autarquias juntou-se recentemente o governo que autorizou a reabilitação de casas em Arouca e Paiva. Os despachos governamentais autorizaram “a contratação de serviços de consultoria técnica para a elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades relativos à habitação danificada pelos incêndios ocorridos em outubro de 2017.

De referir que o Programa de Apoio à Reconstrução de Habitação Permanente (PARHP) é uma medida aprovada pelo Governo destinada a apoiar as pessoas singulares e os agregados que viram as suas habitações danificadas ou destruídas por incêndios ocorridos em outubro do ano passado, em vários concelhos das regiões Norte e Centro do país.

De acordo com o Governo, compete à CCDRN a responsabilidade pela realização das obras de construção, reconstrução ou conservação.

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