Depois de há um ano atrás a Câmara ter aprovado o projeto de execução relativo à Quinta-Museu da Raça Arouquesa, em Alvarenga, e iniciado o processo expropriação dos terrenos, a edilidade confirmou agora o valor da indemnização então avançado, depois do pedido entretanto feito ao Secretário de Estado das Autarquias Locais.

A utilidade pública da expropriação do prédio misto, composto por casa de habitação e terreno lavradio, com a área coberta de 203 m² e descoberta de 27.450 m², denominado “Quinta da Picota”, propriedade da Casa de Cultura e Recreio de Alvarenga, foi fundamentada pelo facto de ser indispensável à criação do referido museu. A declaração foi publicada no Diário da República, II Série, n° 71, no passado dia 10, do mês de abril.

Da deliberação da Câmara, constante da respetiva ata, ficou a saber-se que o total do valor da indemnização será de 150.000 euros.

Tal como nas deliberações ocorridas em 2016, desta feita também se registaram duas abstenções, por parte dos vereadores do PSD, José Luís Alves e Fernando Peres. A reunião ocorreu no passado dia 18.

Segundo os propósitos já anunciados pela Câmara, a Quinta-Museu da Raça Arouquesa, terá uma componente pedagogia, servindo também de incentivo à gastronomia arouquense.

O investimento previsto para a reconversão da Quinta da Picota é na ordem dos 500 mil euros, com financiamento pelo PROVER – Programa de Desenvolvimento Rural ou pelo PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.

De referir que as Quinta da Picota (propriedade de um vasto conjunto de sócios, que há algumas décadas se juntaram para naquele local desenvolverem um polo de dinamização cultural), encontra-se em avançado estado de degradação.