Os incêndios que ocorreram no passado mês de agosto voltaram a centrar as atenções dos autarcas. Depois do aceso debate ocorrido na última Assembleia Municipal o assunto voltou à reunião de Câmara. Segundo regista a respetiva ata, da reunião do passado dia 19 de dezembro, o Vereador José Luís Alves (PSD), defendeu que “a Câmara deve promover o corte imediato das árvores, queimadas pelo recente incêndio florestal, que possui no monte de Santa Luzia, uma vez que que estão a prejudicar a paisagem”.

Em resposta o Presidente da edilidade, Artur Neves, disse que “existe um projeto de reflorestação de toda a área ardida propriedade do Município, que será executado se for conseguido o financiamento por parte de fundos comunitários”, esclarecendo também que poucos dias antes do incêndio a Câmara “tinha vendido toda a madeira, tendo o adquirente, na sequência do incêndio, manifestado a sua disponibilidade para manter o preço oferecido na condição de lhe ser prorrogado o prazo para proceder ao abate, estando os serviços a estudar a legalidade e oportunidade dessa pretensão”.

De referir que o concelho de Arouca sofreu o mais grave incêndio de sempre que se traduziu em prejuízos incalculáveis e na maior tragédia ambiental da sua história.

O fogo percorreu quilómetros em várias direções e deixou atrás de si um rasto de destruição total em cerca de cinquenta por cento do território municipal e perto de sessenta por cento da área florestal e coberto vegetal.