Foram milhares as pessoas que participaram na 6º edição do Festival da Castanha, que decorreu no passado fim de semana, no Terreiro de Santa Mafalda e na Praça Brandão de Vasconcelos. Terra de tradições e costumes, Arouca lembra anualmente a lenda de São Martinho e, durante três dias, homenageia a castanha e o castanheiro. Com um programa diversificado, a edição deste ano contou com atividades para miúdos e graúdos.

O primeiro dia do Festival da Castanha foi dedicado aos mais novos, com diversas atividades alusivas à castanha e ao castanheiro. A hora do conto “O Lobo do Outono” e os ateliers “Segredos escondidos no castanheiro” e “Geopark dos 5 sentidos” foram as atividades dinamizadas durante a manhã de sexta-feira.

Durante a tarde, e pela primeira vez, decorreram os concursos “Melhor montra da castanha” e “Melhor esplanada da castanha”. Os vencedores da primeira edição foram as montras das lojas “Tono Florista” e “Loja de telecomunicações”, que foram premiados com uma geobox, no valor de 300 euros. Além dos vencedores, participaram no concurso a loja “Puro Estilo”, “Cinderela”, “Império das Viagens”, o café “Padaria da Vila”, o “Praça Bar” e a “Opticália Arouca”.

Seguiu-se depois, no auditório da biblioteca municipal, o seminário “Um olhar sobre a floresta” onde estiveram em foco os incêndios que atingiram Arouca durante o verão e se refletiu e debateu sobre o presente e o futuro do setor. Marcaram presença no seminário o presidente da Câmara Municipal Artur Neves, que abriu o debate, Luís Maia, presidente da Associação Florestal Entre Douro e Vouga, Joaquim Lima, presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR), Manuel Rainha, do Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta e António Poças, da Direção Regional da Agricultura do Norte, que fizeram diferentes apresentações sobre o tema, nomeadamente, Joaquim Lima que falou sobre o “Repovoamento com espécies autóctones” e Manuel Rainha que fez uma apresentação sobre “Reabilitação de ecossistemas percorridos por incêndios”. Paralelamente ao seminário, deu-se um showcooking temático infantil, o atelier “Texturas de Outono – As artes no Festival da Castanha” e o workshop infantil “Mãos na massa” onde os mais novos aprenderam o processo de fabrico de broa caseira. No magusto infantil reinou também a alegria e boa disposição onde, além de provar as castanhas assadas, houve tempo para muitas brincadeiras.

No final da tarde, foram divulgados os resultados do IV Concurso Gastronómico. Os vencedores da “Castanha d’Ouro” foram: Ana Maria Azevedo (melhor entrada) com uma entrada de empada de castanha; Ana Maria Azevedo (melhor sopa) com uma sopa de castanha; o Hotel S. Pedro (melhor prato principal) com um prato de Coxa de pato confitado com cogumelos salteados; e Ana Maria Azevedo (melhor sobremesa) com o doce Delícias de Stª Mafalda. Este concurso teve como principal objetivo a promoção e desenvolvimento da economia local e dos seu produtos, nomeadamente, a castanha e o cogumelo.

Tal como já vem sendo hábito, a primeira noite do Festival da Castanha abriu ao som das concertinas que trouxeram o público para a rua e se concentraram junto ao Terreiro de Santa Mafalda. No final da noite, as melodias alentejanas invadiram os Claustros do Mosteiro com o espetáculo “Cante Alentejano e Viola Campaniça com Pedro Mestre”, que contou com a participação especial do Conjunto Etnográfico de Moldes.

Não faltou animação no segundo dia do Festival

No segundo dia do Festival, intensificaram-se as atividades. O dia começou bem cedo, com o Percurso Pedestre “Caminhos do Vale do Urtigosa” (PR2), onde cerca de 30 pedestrianistas se aventuraram por caminhos rurais, tradicionais e de montanha e tiveram a oportunidade de conhecer melhor o território, bem como degustar alguns produtos regionais.

Ao mesmo tempo, decorreu uma saída micológica sobre o cogumelo, onde cerca de 40 participantes partiram à procura de diferentes espécies de cogumelos na Quinta de Campo de Fora, em Rossas. Depois da recolha, o engenheiro José Pais selecionou os cogumelos comestíveis e confecionou, ao vivo, alguns dos exemplares.

A meio da tarde, a Biblioteca Municipal acolheu o workshop “Ervas comestíveis e plantas medicinais”, onde os participantes puderam conhecer e identificar algumas plantas e ervas comestíveis, tal como semear uma planta à sua escolha e degustar algumas infusões.

A noite de sábado abriu novamente com o espetáculo de concertinas e o tradicional magusto no Parque Municipal, que contou com boas castanhas, bom vinho e uma fogueira à volta da qual o povo se reuniu em convívio. Também a performance de fogo e animação de rua com os “Funk You Brass Banda” reuniu muito público no segundo dia do certame.

No final da noite, atuou a banda “Quinta do Bill” na Praça Brandão de Vasconcelos, onde os arouquenses vibraram com as melodias de sempre da banda portuguesa.

A sexta edição do Festival da Castanha trouxe milhares de pessoas a Arouca

Com a chegada do domingo chegou também ao fim a sexta edição do Festival da Castanha. O último dia começou com o Passeio de BTT “Rota do Ouriço”, evento que reuniu dezenas de pessoas que percorreram alguns dos trilhos mais interessantes do território arouquense.

À tarde, realizou-se uma visita guiada ao Radar Meteorológico de Arouca e à exposição temporária “A Serra Encantada”. Ao mesmo tempo realizou-se a Caminhada à descoberta das ervas aromáticas na Cerca do Mosteiro de Arouca.

O tradicional magusto, um concerto pela Banda Juvenil da Banda Musical de Arouca, a animação de rua com “Mimo’s Dixie Band”, o workshop de folclore e o baile com o agrupamento musical “Os amigos de Canelas” marcaram o último dia de certame, que terminou com uma arruada de bombos.

Ao longo dos três dias de Festival da Castanha, houve também a Feira dos Produtos Regionais, Agrícolas e Artesanato e o Pátio dos Petiscos. Uma festa que não deixou ninguém indiferente.

Texto: Andreia Borges