A Câmara Municipal de Vale de Cambra iniciou recentemente a requalificação do Jardim da Praça da República, em Macieira de Cambra, que entre outros objetivos pretende recuperar a vivência que o jardim original apresentava. A intervenção foi solicitada pela população de Macieira de Cambra e pela Junta de Freguesia de Macieira de Cambra e o projeto em execução foi apresentado à Junta de Freguesia que o aprovou.

Há alguns anos, o Jardim de Macieira de Cambra foi alvo de uma intervenção que não reuniu o consenso dos macieirenses e desde logo suscitou várias críticas e insatisfação, havendo quem reivindicasse um novo arranjo que devolvesse a identidade àquele espaço no centro da vila de Macieira de Cambra, cujo acesso pode ser feito através de quatro vias de circulação principais, nomeadamente a Rua do Souto, a Av. Miguel Bombarda, a Estrada Luiz Bernardo de Almeida e a EM 550.

Solicitada pela população de Macieira de Cambra e pela Junta de Freguesia de Macieira de Cambra, está em curso a sua requalificação, que visa, ao que apurámos, a recuperação da vivência que o jardim original apresentava, devolvendo-o às pessoas; a diversificação dos estratos de plantação, introduzindo cores e texturas através da floração e diversidade de espécies, elementos estes que estavam no jardim original; a resolução pontual de alguns problemas de estacionamento abusivo decorrentes de erros estruturantes das soluções de circulação viária existentes na atualidade e a substituição de alguns elementos de mobiliário urbano que se mostraram pouco eficientes no local.

Para o cumprimento destes objetivos e respeitando as limitações orçamentais, foram propostas intervenções pontuais, com soluções que resolvem cirurgicamente os principais problemas do espaço, contribuindo assim para a sua melhoria como um todo e para a dignificação da Praça da República.

No que diz respeito à identidade do jardim, esta requalificação não visa reestruturar totalmente o jardim existente, mas a recuperação da sua centralidade, através da abertura do eixo Sueste – Noroeste, que recriará o desenho típico de eixos perpendiculares com um cruzamento central, no qual se propõe a relocalização do lago existente. Em volta dele será aumentada a área de pavimento, de forma a reforçar a centralidade e criar espaço para a colocação de bancos iguais aos existentes antes da mais recente intervenção. Está, ainda prevista a reformulação da frente Norte do jardim, dissuadindo-se a frente de estrada e utilizando-se lancis elevados para formar áreas plantadas que funcionarão como dissuasores de estacionamento indevido e serão ali colocados bancos com traçado igual aos originais, criando-se espaços de convívio e estadia, e recuperando-se alguns elementos que estavam associados à identidade anterior do espaço. Também o limite plantado a Oeste do jardim será igualmente elevado, com a introdução de um lancil com 20 cm de altura, impedindo o estacionamento abusivo que ocorre atualmente ao longo desta zona de relvado.

As alterações em curso incluem o mobiliário urbano e estruturas construídas. Serão substituídas as floreiras obsoletas por floreiras com maior volume de terra e um eficiente sistema de drenagem e serão reintroduzidos os bancos que outrora existiram no jardim e acrescentados novos da mesma linha, distribuídos ao longo do eixo longitudinal do jardim e na zona de entrada a Norte, bem como serão introduzidos bancos em pedra de granito, conforme os existentes, ao longo do eixo viário a Noroeste, criando barreiras ao acesso de viaturas a áreas pedonais, que ocorre na atualidade.

Nas áreas de plantação serão retiradas as guias em granito, criando-se uma clareira relvada que poderá servir propósitos de recreio passivo. De forma a devolver cor, textura e dinamismo sazonal ao jardim, será realizada um reestruturação das plantações, introduzindo-se espécies adaptadas às condições edafo-climáticas locais, com elevado interesse ao nível das suas cores e formas, e com épocas de floração diferentes. Por forma reduzir a massa de copas densas que se regista atualmente devida ao elevado porte das árvores existentes serão também removidos dois dos abetos mais pequenos. Com vista a reduzir as necessidades de manutenção do espaço, será introduzido um sistema de rega para o estrato herbáceo, ligado ao sistema existente.

O projeto em execução foi apresentado à Junta de Freguesia que o aprovou. Tem um custo de 35.328,52 euros e um prazo de execução de 60 dias. A obra está a cargo da Câmara Municipal de Vale de Cambra.

Texto e foto: Rosa Almeida