OPINIÃO | Cinquentenário dos convívios fraternos

Comemora-se este ano o cinquentenário do movimento dos Convívios Fraternos. Foi em maio de 1968 que se realizou o primeiro convívio para militares dos quartéis sediados em Castelo Branco. Desde então já se realizaram mais de 1300 cursos frequentados, provavelmente, por cerca de 60 mil jovens. O movimento também se abriu a casais, sobretudo para os pais dos jovens convivas. Meio século volvido, o movimento encontra-se em diversos pontos do globo.

No próximo fim de semana, em Fátima, realizar-se-á a peregrinação nacional e internacional. Por ser o cinquentenário, iniciará com um congresso que debaterá assuntos de interesse para o movimento.

Muitos leitores conhecem outros podem perguntam o que é este movimento. É um movimento da Igreja Católica que tem como objetivo colaborar na formação humana, religiosa e cívica dos jovens e das famílias em geral, em regime de coeducação. Dirige-se a jovens e adultos de todos os credos e condições sociais e raças. Tem operado transformações positivas nos seus participantes, daí ter-se expandido por países da Europa, do circulo da emigração, Brasil, Angola e Moçambique.

O seu fundador é o Padre Valente, natural de Avanca. Um homem que marcou e marca, para quem está atento, a história pessoal como também a história do nosso tempo e tempo futuro.

Um homem que entendeu bem cedo a menagem do Evangelho e vive-a colocando-a em prática, no dia a dia, de uma forma intensa, coerente e determinada. É de uma inteligência rara, afável, determinado, corajoso, compreensivo, sempre de portas abertas para ajudar, com visão e essencialmente, um homem de Fé.

Basta recordar o contexto do aparecimento dos convívios: uma guerra colonial que destruía a esperança da juventude portuguesa da altura. Para ajudar essa mesma juventude na busca de sentido de viver, iniciou esses encontros de 3 dias, nos quartéis militares.

Mais tarde, quando se reformou, vendo o drama de milhares de jovens que se perdiam na droga, criou o projeto “Reconstruir” que procura dar novo sentido à vida de quem anda nos caminhos do vício. O projeto tem como principal objetivo a libertação total e permanente de substâncias psicoativas e a reinserção escolar, social, familiar e profissional do doente. Para tal, a instituição tem diversas parcerias com Ministérios, escolas e empresas.

Neste nosso tempo marcado pela indiferença e pelo relativismo que conduz à desorientação e sofrimento; num tempo da informação e comunicação em que as pessoas pensam estar muito próximas, vive-se a solidão desde muito cedo. E tendo em vista a procura do sentido de viver e a libertação do tóxico que há no ser humano, proliferam as consultas em psiquiatras e psicólogos, de Reiki, Coaching, yoga, meditação, o que pode ser positivo e, infelizmente, outros procuram-nas em sítios duvidosos e obscuros.

Assim, o ser humano, nomeadamente os jovens, continuam a ansiar por encontrar sentido para a vida. Os convívios fraternos continuam a ser uma resposta para um primeiro despertar para a fé, uma experiência de vivência de amor cristão. Ajudam, sem dúvida, a encontrar sentido.

Está acessível a todos os jovens e casais que o pretendam fazer. Podem contactar o movimento ou o projeto Reconstruir.

Texto Carlos Matos 

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