Infraestruturas de Portugal lança concurso para a estabilização do talude da Pedra Má

Foto: Carlos Pinho (arquivo)

A empresa Infraestruturas de Portugal, S.A. fez publicar no Diário da República do passado dia 30 de Agosto, um anúncio do procedimento de uma obra pública que visa a estabilização da encosta da Pedra Má, na estrada nacional 224 (KM 35+100).

Com um preço base de oitocentos mil euros, decorre ao longo do próximo mês e meio o prazo para apresentação das propostas para esta empreitada. Após a adjudicação a empresa vencedora terá 120 dias para concluir a obra.

De referir que esta intervenção esteve prevista para o no 2º semestre de 2017. Tal como noticiamos na altura (em janeiro de 2017) um Grupo Promotor do abaixo assinado sobre a Pedra Má fez saber que esperava que “da referida intervenção resultem as condições de segurança que os utentes anseiam, o grupo promotor destaca, no que respeita às diversas diligências por si efetuadas, a atenção e cordialidade dispensadas pelos representantes da Infraestruturas de Portugal S.A. e aproveita, mais uma vez, para reforçar os agradecimentos aos particulares e aos comerciantes  que, com o seu  empenhamento, viabilizaram a recolha das assinaturas, aquando do abaixo assinado”.

Ao que apuramos também as Juntas de Freguesia de Rossas e Várzea, tal como a Câmara Municipal de Arouca, sensibilizaram a Infraestrutura de Portugal, S. A. para a necessidade urgente desta obra.


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Considerado um local ermo, perigoso, onde nem mesmo os mais afoitos se aventuravam a certas horas da noite, da Pedra Má contavam-se muitas histórias, lendas de almas penadas e coisas do outro mundo. Mas verdadeira, verdadeira, é a tragédia de 2013, quando um enorme aluimento de terras arrastou até ao rio Arda um carro, acabando por fazer duas vítimas e que ainda não foi esquecido. Por isso, escrevíamos recentemente neste jornal que “as pessoas que por ali passam não compreendem, como se fez tão pouco para consolidar a encosta, onde são evidentes os perigos de desmoronamento: fissuras nas rochas, pedras soltas, terrenos movediços, um muro de protecção que dificilmente resiste ao menor impacto. Para além disso, água a cair de forma descontrolada junto ao pilar da Variante, falta de limpeza e de escoamento”.

Não é a primeira vez que, com o mau tempo, o trânsito fica interrompido, verificando-se a queda de pedras como testemunha a foto.

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