Cultura popular portuguesa e interculturalidade continuam a marcar o XXXVI Festival Internacional de Folclore

Fotos: Carlos Pinho

O Conjunto Etnográfico de Moldes organizou, pela 36.ª vez, o Festival Internacional de Folclore de Arouca. Com uma programação diversificada, o evento de cariz etnográfico decorreu de 14 a 18 de Agosto, marcado, uma vez mais, pela descentralização das actividades para as aldeias da freguesia de Moldes.

Concertinas, bombos, cavaquinhos e também o adufe e a gaita-de-foles galega e transmontana foram alguns dos instrumentos que deram sonoridade e vida a cinco dias de programação deste festival, em que a ancestralidade e mestria da cultura popular de matriz rural continuam a ser as traves mestras.

Do festival fizeram parte bailes, oficinas de construção e manipulação de bonecos de luva (fantoches), peças de teatro, cantares ao desafio e workshop de dança. O ponto alto das atividades foi o Espetáculo de Folclore, que contou com a atuação do Rancho dos Sargaceiras e Marítimos de Angeiras – Matosinhos, Rancho Folclórico de Canelas – Vila Nova de Gaia, Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede – Cantanhede, Grupo de Pauliteiros de Miranda – Miranda do Douro (Fonte de Aldeia), Conjunto Etnográfico de Moldes – Arouca e Фолклорна група Branko Markovic – Sérvia.

Com uma programação de quatro dias, o XXXVI Festival Internacional de Folclore de Arouca voltou a colocar o foco na cultura popular portuguesa e na interculturalidade.

Para o Conjunto Etnográfico de Moldes os objetivos da 36.ª edição foram claramente atingidos. Por um lado, consolidou-se a opção de um programa descentralizado para as aldeias, confirmando-se ser uma opção de valor, pela dinâmica que traz às aldeias e sobretudo por, em alguns casos, relembrar formas de socialização que fazem parte das memórias das gentes desses lugares, como foi o caso do baile em Ponte de Telhe, Moldes. Por outro lado, continua-se a apostar em proporcionar experiências diferenciadoras. Disso é exemplo a noite de sexta-feira. Primeiro com a Regueifa Galega, um cantar ancestral da Galiza que se assemelha ao ‘nosso’ cantar ao desafio. Depois com o workshop de dança ao som do grupo «Foice» cujas sonoridades, também com influências galegas, cativaram o público presente. Procuramos, a cada edição, que a programação reflita e dê a conhecer especificidades da cultura popular, mas que também permita abordar a cultura popular e o folclore de forma diferente, mostrando a sua enorme riqueza e versatilidade”, afirmou o Conjunto Etnográfico de Moldes, em declarações ao Discurso Directo.

Um evento com a organização do Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses e do Município de Arouca e os apoios da Junta de Freguesia de Moldes, Instituto Português do Desporto e Juventude, Fundação INATEL, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Arouca e União de Freguesias de Arouca e Burgo.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.