OPINIÃO | Chegaram as férias

Chegou o Verão! Chegaram as férias! É bom dizermos adeus aos dias frescos e cinzentos e deixar que o sol nos invada. Esta é a época do ano de voltar a sentir o mar, de admirar a sua impaciência, a sua profundidade, a sua força, a sua beleza, a sua perigosidade e a sua imensidão, de sentir a brisa temperada de sal, de cheirar a maresia e de observar o pôr do sol. Este é o tempo ideal para sair de casa, encantar-se com a natureza, com o chilrear dos passarinhos, com os parques, com as serras, com os rios e com as planícies. Este também é o tempo ideal para aproveitar a música, visitar familiares e amigos, passear, saborear a maravilhosa gastronomia portuguesa, conversar, fazer desporto ao ar livre, fazer belas caminhadas, correr, andar de bicicleta, ir de férias, visitar museus e bibliotecas. As bibliotecas, cujo dia mundial se comemorou no dia 1 de Julho, proporcionam o acesso aos livros, sendo um repositório de informação, um refúgio do mundo, um lugar de liberdade, liberdade de ler, liberdade de ideias e liberdade de comunicar.

Esta também é a época, por excelência, para um encontro com a leitura. Ler, quase tanto como respirar, é uma das funções vitais. A leitura é algo de fundamental para a aprendizagem do ser humano, permitindo obter conhecimento, desenvolver a criatividade e a imaginação, dinamizar o raciocínio e a interpretação, construir sentidos, ampliar as oportunidades de acesso ao saber, adquirir valores, e descobrir um novo mundo, cheio de coisas desconhecidas, sendo mesmo a chave mestra para abrir portas e caminhos à cidadania. Cativar os jovens para a leitura exige enredos interessantes que suscitem identificações com o quotidiano ou que os faça sonhar. O livro pode ser um excelente companheiro, caso consiga num mesmo enredo integrar, equilibradamente, os diferentes aspectos que interessam a um jovem do séc. XXI. A leitura é uma das formas privilegiadas da formação humana e a melhor ferramenta da sua emancipação. É, pois, fundamental e essencial que se instalem, se prestigiem, se estimulem e se difundam práticas e hábitos de leitura.

Mas as férias também devem ser a época do encontro com os avós, cujo dia se comemora a 26 de Julho, decretado pela Assembleia da República, no ano de 2003, como homenagem e reconhecimento do papel que desempenham na família e na sociedade. Os avós são os testemunhos vivos das recordações e lembranças de memórias que proporcionam aos netos uma visita ao passado dos seus progenitores, conhecer a sua história familiar e situar as suas raízes. Também são os transmissores da memória e da perpetuação das tradições familiares, contribuindo para dar vida aos valores de pertença e de coesão social. Têm ainda um papel insubstituível ao transmitirem valores, virtudes e experiências de vida. Duma maneira geral, os avós desenvolvem com os netos fortíssimos laços afectivos e desfrutam de sólidas e satisfatórias relações que beneficiam ambas as gerações. Os mais novos reconhecem nos avós fonte de atenção, ternura inesgotável, enorme paciência, disponibilidade de estar, de escutar, de passear e de brincar. De forma alguma, se pode substituir a ternura, o carinho, o afecto e a alegria que os netos oferecem aos avós e vice-versa. Há muitos netos que passam grande parte das suas férias com os avós, enquanto os seus pais trabalham.

Boas férias…

Texto de Rosa Morais

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