OPINIÃO | A gerigonça faz gincana, e quem paga é o povo….

Todos sabemos da imposição da Troika no aumento das receitas do Estado, através do aumento dos impostos aplicados sobre os rendimentos e o consumo.

Toda a esquerda, responsável pelo país ter enfrentado o perigo da bancarrota, prometeu em 2015 que caso chegasse ao poder acabaria com as medidas de austeridade.

Prometeram devolver os rendimentos aos portugueses, e cumpriram, ao devolver uma parte significativa dos rendimentos do trabalho. Deram com uma mão, acrescentando umas migalhas no orçamento familiar, mas tiraram logo de seguida com as duas mãos ao manter ou aumentar os chamados impostos indiretos.

Aumentaram as receitas provenientes dos impostos indiretos: IVA, ISP, Imposto do Selo e Imposto do Tabaco.

Todos certamente se lembram do Sr. Presidente Ministro, António Costa, ter prometido que conforme oscilasse o preço do barril do petróleo atualizaria o preço dos combustíveis. Prometeu que se aumentasse o preço do petróleo, reduziria a taxa adicional do ISP. Pois bem, palavra dada, palavra não honrada.

O CDS por quatro vezes tentou forçar que o Sr. Primeiro Ministro fosse uma pessoa honrada e que cumprisse com a palavra dada, à quinta vez conseguiu que os parceiros de coligação do governo do Partido Socialista (Bloco de Esquerda, PCP/PEV e PAM) fossem solidários com as reais dificuldades dos portugueses. A parte menor da gerigonça deixou cair na generalidade um imposto que saí do bolso de todos os portugueses, mas muito especialmente daqueles que não tem acesso a uma rede de transporte públicos financiada com os dinheiros de todos os contribuintes.

Por momentos tive a esperança de que a austeridade encapotada estivesse a ser atenuada. Enganei-me, talvez pressionados primeiramente pelo escrutino de uma comunicação social cada vez mais atenta, os apêndices da gerigonça aprovaram na generalidade o fim deste imposto, mas quando a discussão passou para a especialidade toca a rejeitar a proposta.

E anda a gerigonça a fazer gincana política, e as suas partes menores, composta pela extrema esquerda cada vez mais invertebrada, a troco de algumas promessas para os seus interesses de sector, lá abdicou, pois realmente o que interesse é governar para os seus.

É importante que cada vez que um português se desloque a uma bomba de gasolina, se lembre que uns cêntimos a mais são para a gerigonça e que os seus impostos diretos financiam significativamente os transportes públicos da metrópole em detrimento de uma verdadeira coesão e descriminação fiscal positiva do restante território, e muito especialmente do interior.

Pode ser que pelo andar da carruagem, os portugueses abram os olhos e em 2019 desmontem e mandem para a sucata a gerigonça.

Texto de Pedro Magalhães

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