25 de abril assinalado em Vale de Cambra com várias atividades

O município de Vale de Cambra promoveu nos dias 24 e 25 de abril, um conjunto de cerimónias e eventos culturais para assinalar o Dia da Liberdade. Do programa destacou-se a sessão solene promovida pela Assembleia Municipal de Vale de Cambra, onde os autarcas locais falaram das conquistas que o 25 de Abril trouxe para o país e para o concelho, bem como o que ainda há por fazer.

As comemorações tiveram início com o concerto do Orfeão de Vale de Cambra, realizado na noite do dia 24 de abril. Seguiu-se, já no dia 25, pela manhã, o hastear de bandeiras e atuação da Fanfarra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, nos Paços do Concelho. Durante a tarde decorreu a sessão solene, no salão nobre dos Paços do Concelho e também o concerto de piano de Francisco Vilar, no Centro Cultural de Macieira de Cambra, integrado no Festival Internacional de Música Clássica – Classical Music Fest, que decorreu no concelho.

Além disso, esteve ainda patente até ao passado dia 30 de abril, nos Paços do Concelho, a exposição de fotografia intitulada “Murais Artísticos de Abril”.

Na sessão solene realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, discursaram Miguel Paiva, presidente da Assembleia Municipal; Henrique Dias, deputado municipal eleito pelo CDS/PP; Adriana Rodrigues, deputada municipal eleita pelo PSD; Albino Almeida, deputado eleito pelo PS; e José Pinheiro, presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra.

Miguel Paiva começou por afirmar que “as realizações alcançadas com o 25 de Abril não são coisa pouca” e que “a sociedade sofreu um dos maiores impulsos de progresso de toda a sua já longa história”, contudo “ainda há combates que é necessário travar, bem cientes de que a luta continua a ser feroz”.

O município de Vale de Cambra continua a carecer do máximo empenho dos seus autarcas e as vitórias alcançadas apenas devem servir para alavancar novos projetos. É imperioso cuidar dos nossos meninos; é urgente tratar dos nossos doentes; é preciso acarinhar os nossos jovens; é necessário acompanhar o dinamismo dos nossos empresários; é obrigatório estar ao lado dos nossos comerciantes; há que continuar a conservar o património imobiliário; proteger o património ambiental”, disse Miguel Paiva.

O presidente da Assembleia Municipal falou ainda da descentralização de competências, um programa que faz parte da reforma do Estado e que prevê a transferência de competências da administração do Estado para as autarquias e entidades intermunicipais, afirmando, neste contexto, que o programa “trará certamente acrescidas responsabilidades às autarquias e aos autarcas, mas será uma ferramenta para obter mais desenvolvimento para o território do município e acrescida qualidade de vida para as pessoas”.

Henrique Dias, deputado municipal eleito pelo CDS/PP, recordou que “os meses e até anos que se seguiram à revolução foram tudo menos pacíficos”, tanto no país como em Vale de Cambra, mas que “a persistência de alguns levou a que o CDS nas primeiras eleições autárquicas após o 25 de Abril, fosse o partido mais votado no concelho”.

O CDS está hoje de novo no poder e conheço o esforço e determinação deste executivo para que hoje Vale de Cambra possa olhar o futuro com otimismo. Precisamos que abril não seja ignorado, precisamos que o poder central perceba o nosso tecido empresarial, as acessibilidades e o despovoamento”, afirmou Henrique Dias.

Adriana Rodrigues, deputada municipal eleita pelo PSD, no seu discurso lembrou os progressos alcançados após o 25 de Abril, mas também a crise económica e financeira que o país atravessou recentemente, destacando no seu discurso a importância de praticar o direito ao voto.

A sociedade civil tem-se alheado das suas responsabilidades nos momentos em que é chamada a votar. O exercício do sufrágio é sem dúvida a melhor homenagem que podemos prestar à liberdade conquistada há 44 anos. É essencial combater o abstencionismo, nomeadamente entre os mais jovens e mobilizar os cidadãos a votar”, disse.

Albino Almeida, deputado eleito pelo PS, destacou a importância de “combater as assimetrias, especialmente com os mais idosos, promover o desenvolvimento, investir nos serviços públicos, cativar a indústria, cultivar a cultura e fixar os valecambrenses, principalmente os mais jovens”, porque “a instabilidade e insegurança não abrem caminhos, fecham horizontes”.

A última intervenção pertenceu a José Pinheiro, presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra que falou sobre os factos que levaram ao 25 de Abril, bem como os acontecimentos posteriores e lembrou os autarcas que por ali passaram desde a Revolução dos Cravos.

O edil enumerou ainda alguns projetos já realizados e outros em execução no concelho, nas áreas da educação “com cinco escolas requalificadas e novos cursos”, cultura, ambiente, desporto, mobilidade, requalificação de espaços públicos, turismo, indústria e área social.

A liberdade que foi conquistada em abril, assenta na boa gestão financeira, no olhar para um futuro onde o diálogo e o respeito pela diferença devem estar presentes, liberdade de com o esforço de todos ajudar a construir o concelho rumo ao futuro”, concluiu José Pinheiro. AB

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