Cerimónia de tomada de posse: PSD/Arouca reafirma oposição construtiva e crítica

O PSD/Arouca está forte e determinado a fazer, à Câmara socialista, uma oposição construtiva e crítica, sendo assim capaz de estruturar uma alternativa, que lhe permita vencer as próximas autárquicas. Estas foram as principais linhas de força dos discursos, no final de um almoço convívio que serviu também para o ato de tomada de posse.

O mandato daqueles que tomaram posse no passado sábado, num restaurante da Vila, é somente de dois anos, mas o horizonte parece já marcado: autárquicas de 2021. Até lá os dirigentes que se fizeram ouvir prometeram lutar contra uma política desajustada da Câmara de Arouca que, no seu entender, tarda em cumprir promessas de há muitos anos, sendo que o exemplo paradigmático é a famigerada variante. Salvador Malheiro, vice-presidente de Rui Rio, marcou presença num ato que juntou cerca de uma centena de militantes.

Artur Miller e a luta “contra uma certa euforia socialista”

Artur Miller, eleito Presidente da Mesa, depois de ter dado posse aos novos dirigentes, na sua breve intervenção, disse sentir-se “honrado pela responsabilidade dada pelos militantes”, recordando que o PSD “é um partido responsável”, que fará uma “travessia difícil” mas com um propósito nobre: “lutar no concelho e no país contra a subjugação…e um certo estado de coisas” que afeta grandemente os cidadãos. Dizendo-se feliz “por dar posse a uma equipa credível e cheia de vontade”, este dirigente falou depois na importância de “lutar contra uma certa euforia socialista” que por aí grassa e que é quão nefasta no país como em Arouca.

Os logros de uma Câmara

O reeleito presidente, Rui Vilar, começou a sua intervenção a realçar alguns dos aspetos positivos alcançados nas últimas eleições e congratulou-se com o trabalho entretanto realizado pelos autarcas sociais-democratas. Os elogios para estes foram muitos, na certeza que o seu trabalho será importante para a credibilização do partido e sobretudo para a forma como este se apresentará às próximas eleições autárquicas de 2021.

Rui Vilar recordou que o ex-presidente da Câmara, Artur Neves, foi incompetente e incapaz, pois, “doze anos depois não temos nem mais um quilómetro da variante”, assumindo que é também “tempo de dizer basta”. Neste contexto recordou o logro que foi as promessas irrealistas, com afirmações enganosas com propósitos nitidamente eleitoralistas apresentadas nas últimas autárquicas. Referências ao facto de, em fevereiro de 2017, ter sido anunciado com pompa e circunstância que o Governo lançava o concurso público da ligação rodoviária de Escariz à A32. Um logro similar ao que já fizera José Sócrates em 2009 e Mário Lino e Paulo Campos – todos governantes do próprio Partido Socialista.

Depois de também falar em outros logros, a “Ponte Suspensa sobre o Rio Paiva” e a “Ecovia” mostrou, sobretudo no que diz respeito à variante, toda a disponibilidade de dirigentes e autarcas do PSD para lutar de forma assertiva para que a obra seja uma realidade.

As críticas à Câmara continuaram, desde as obras desnecessárias e desajustadas, ao privilégio que é dada à Vila, Alvarenga e Escariz, em detrimento de outras freguesias e de uma desejável coesão territorial. Há por ali “uma gestão pouco democrática” – realçou ainda este dirigente.

Arouca perde população todos os dias

Tiago Mendes, também recentemente foi eleito líder da JSD, foi outro dos oradores. Depois de uma breve análise à realidade social e política do concelho, deixou referências elogiosas aos dirigentes locais do seu partido, e em especial a Rui Vilar, e falou de uma Câmara de Arouca inapta que se esconde numa carapaça populista e vazia de conteúdo, tardando em resolver os problemas que afligem os arouquenses, dando especial ênfase à questão dos jovens. Nesse âmbito lembrou que “a cada dia que passa Arouca perde população para os concelhos vizinhos”.

Recentemente eleito como conselheiro nacional do partido, este jovem dirigente deixou palavras de reconhecimento e apoio a Salvador Malheiro e lamentou que o atual Secretário de Estado da Proteção Civil, Artur Neves, enquanto presidente de Câmara tivesse “deixado arder o seu concelho por três vezes”.

Salvador Malheiro: “desmascarar a má governação dos socialistas na Câmara e no país”.

Salvador Malheiro, quis aproveitar o momento para uma análise da situação política do país. Com críticas ao atual governo socialista o Vice-Presidente do PSD assumiu que no partido “não baixamos os braços”, prometendo “desmascarar a má governação dos socialistas”.

Depois de felicitar os eleitos, o também presidente da Distrital, prometeu um forte apoio à estrutura local “até porque as autárquicas começam-se a vencer desde já”. Para si um desafio que, à semelhança de muitos outros, “tem também de ser alcançado de mãos dadas”.

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