OPINIÃO | “Em frente” e “Um passo à frente” – Parte I

No próximo fim de semana realiza-se em Lamego o XXVII Congresso do CDS, esta reunião magna do partido Democrata Cristão português será certamente um momento para a consagração da atual liderança e da validação do seu mandato por mais dois anos.

Assunção Cristas, a primeira líder do único partido de Centro – Direita com representação parlamentar em Portugal termina este seu primeiro mandato com distinção e mérito.

O seu antecessor, o líder histórico do CDS, Paulo Portas, anunciou na noite do dia 28 de Dezembro de 2015 que não se recandidatava a mais um mandato, as bases do partido ficaram em estado de choque e com um certo sentimento de orfandade com o anunciado desaparecimento da cena político-partidária de uma das personalidades incontornáveis da direita democrática de Portugal.

Tive a honra de ter trabalhado com Paulo Portas desde o primeiro momento, a ele muito devo e com ele muito aprendi. Transmiti-lhe a minha angústia e inconformismo pela sua decisão de se afastar da vida partidária, respondeu-me com uma das suas habituais frases– “Em frente!”.

Nessa mesma noite, eu travava provavelmente uma das mais intensas e desafiantes lutas internas que alguma vez travei, a eleição dos delegados do Distrito de Aveiro ao Conselho Nacional do CDS-PP, uma luta entre aqueles que no dia a dia colocavam em prática os princípios basilares da democracia cristã e os que lançavam uma cortina de fumo, concentrando-se em discussões filosóficas, quando na realidade a problemática destes últimos se centrava na falta de perceção que o exercício de cargos políticos é temporário e tem como essência o princípio de serviço às nossas populações e jamais é uma atividade profissional.

As discussões ideológicas de alguns, não são mais do que uma compressa para ocultar as feridas da rejeição ou a ambição desmedida.

Outros concentram-se em discussões filosóficas e esquecem-se do essencial: os partidos e a política devem existir para a defesa dos interesses e para a resolução dos problemas das populações.

Embora tenha ficado abalado com esta decisão e Paulo Portas, também tinha a forte convicção de que o CDS possuía uma dirigente capaz de receber o testemunho de um grande líder. Assunção Cristas era sem qualquer tipo de dúvida a militante mais bem preparada para suceder a um grande líder. A sua inteligência, os seus valores, a sua perspicácia e pragmatismo eram os condimentos necessários para o CDS manter o seu ciclo de crescimento e de afirmação na sociedade portuguesa.

Eu, o João Rebelo, o Pedro Morais Soares, o José Lino Ramos e o Manuel Isaac, iniciamos a caminhada de apoio à candidatura da Professora Assunção Cristas com a forte convicção de que era a melhor solução. Agimos com real convicção, sem qualquer tipo de receio de estarmos a apoiar uma dirigente que não fez carreira política graças ao aparelho partidário, mas sim graças às suas grandes qualidades humanas e técnicas.

Passaram dois anos, o CDS assumiu a liderança da oposição, não teve e não tem receio de assumir o património político da coligação “Portugal à Frente”, foi um dos vencedores das Regionais dos Açores e das Eleições Autárquicas, reforçou a sua estrutura e aumentou a sua influência na sociedade civil.

Passaram dois anos e o CDS assumiu claramente a dianteira da discussão dos problemas ou dos principais desafios dos portugueses. As nossas prioridades durante os dois últimos anos foram claramente o combate à pobreza, criar um país amigo da família, compreender e valorizar a totalidade do nosso território, apostar num estado social de parceria e garantir a qualidade da justiça. Estamos um passo à frente relativamente ao Governo das Esquerdas Unidas e da restante oposição.

Valeu a pena a nossa convicção!

Texto de Pedro Magalhães

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