Assembleia Municipal de Arouca: Floresta marca debate numa sessão onde foi defendida a radicalização da luta pela variante

A floresta, o que (não) foi feito, e o que deve ser feito para evitar a tragédia dos incêndios centrou muito do debate político de mais uma sessão da Assembleia Municipal presidida pelo Secretario, Carlos Esteves. Um debate que envolveu não só os deputados municipais, público e também a Presidente da Câmara, Margarida Belém. A variante voltou a ser assunto com Afonso Portugal (PS) a defender a radicalização da luta: “é preciso ações violentas”.

Artur Miller (PSD) e Afonso Portugal foram os mais críticos sobre o que está a ser feito e pensado no âmbito dos cuidados da floresta e da luta contra incêndios, sendo que o deputado socialista foi especialmente crítico sobre a ação da proteção civil dada a revelada incompetência. “Entreguem o combate aos incêndios a quem sabe.” – disse ainda. Margarida Belém, reconhecendo as dificuldades deu a conhecer o trabalho que ao nível da proteção da florestas e das populações está a ser feito envolvendo técnicos, autarcas e comunidade local.

Luís Silva (PSD), apelidou de logro político as obras anunciadas em plena pré-campanha eleitoral e que, ao contrário do que foi então anunciado tardam em ser iniciadas: a ponte suspensa, a variante e a ciclovia. “Foram três mentiras eleitorais feitas com manha.” – realçou. Margarida Belém justificou os atrasos com o financiamento e os vistos do tribunal de contas.

As dificuldades na gestão dos baldios de Moldes, sobretudo no bloqueio criado pela Junta face à exigência legal da criação de uma comissão específica, mereceu uma abordagem por parte de Artur Miller.

Não colocando em causa o trabalho e o mérito da Associação Geoparque Arouca (AGA), Óscar Brandão (PSD) acusou a Câmara de falta de transparência nas transferências financeiras para aquela estrutura, que este ano ascendem a 220 mil euros. Para o líder da bancada do PSD é crucial que a Câmara cumpra a lei da delegação de competências nas Juntas de Freguesia, criando na sua perspetiva uma nova filosofia de gestão autárquica e construindo uma relação de confiança com os autarcas de freguesia.

Margarida Belém defendeu a importância da AGA continuar a ser apoiada face à relevância do seu trabalho estruturado na rentabilização do potencial do território e na sua projeção. Quanto à delegação de competências assumiu o compromisso de construir uma plataforma de diálogo com os presidentes de junta.

Sérgio Azevedo (PS) elogiou a iniciativa da Câmara em criar um programa de apoio ao voluntariado.

Alda Portugal (PSD) foi eleita como representante da Assembleia para o Conselho da Comunidade no ACES entre Douro e Vouga I – Feira/Arouca.

Mais desenvolvimento na próxima edição impressa.

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