Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Vale de Cambra dão a conhecer as razões das suas candidaturas – Entrevista JOSÉ GASPAR

 

A pouco mais de uma semana para as eleições autárquicas, o Discurso Directo publica as respostas dos candidatos à  Câmara Municipal de Vale de Cambra, a um conjunto de questões comuns colocadas pelo nosso jornal. As razões da candidatura, a visão sobre o município e as principais ações do programa eleitoral são algumas das questões respondidas por José Pinheiro (CDS-PP), Pedro Almeida (PSD), Nelson Martins (PS) e José Gaspar (CDU). Fique hoje com a entrevista ao candidato da CDU, José Gaspar.

Discurso Direto (D.D.): Quais as razões objetivas que o levam a candidatar-se à Presidência da Câmara Municipal?

José Gaspar (J.G.): As razões que me levaram a aceitar a proposta que os meus camaradas me fizeram para que eu fosse o 1º candidato na lista da câmara Municipal de Vale de Cambra foram várias, a honra e o prazer em aceitar a proposta que me fizeram, o entender que os Valecambrenses precisam de alguém que execute uma política e um programa que esteja ao serviço do povo e responda aos seus problemas, o que não é o que se tem passado neste município, não só com este Executivo mas também com Executivos anteriores. Convém lembrar os valecambrenses que as forças políticas PSD e CDS que têm sido Poder em Vale de Cambra, os seus representantes quando são candidatos, têm um discurso muito virado aos cidadãos, desdobram-se para conseguirem falar com todos, prometem este mundo e o outro, mas quando são eleitos o discurso muda logo, só falam com os seus amigos e com os seus grupos de interesse que gravitam à sua volta, o que muda são os grupos e pessoas conforme muda a cor política ou quando esses mesmos se zangam por não concordar com o lugar que lhe é proposto.

D.D.: Que visão crí­tica tem sobre a realidade social, económica e política do município?

J.G.: Vale de Cambra é um concelho com uma vasta Indústria onde os dias dos seus trabalhadores já foram muito melhores, quer a nível de rendimento, quer na segurança no emprego. Hoje muitos dos nossos maiores empregadores para obterem a sua margem de lucro cada vez maior, fazem tudo para pagar o menos possível, precarizar o máximo possível dos contratos o que deixa as pessoas socialmente desamparadas quer a nível financeiro, quer na segurança no emprego. Convém também dizer que a generalidade dessas empresas receberam e recebem Milhões de subsídios e regalias que saem do herbário Público, ou seja, de todos nós, por isso o município tem o dever de exercer sobre esses empregadores para que sejam mais humanos pois são o que são graças a quem trabalha para eles e às facilidades e condições que o estado lhes dá. Os outros candidatos dirão, uns que puseram as contas em ordem, outros que não é bem assim, eu digo ser eleito presidente de qualquer órgão Público, não é ser dono desse órgão e transforma-lo na sua empresa durante o tempo que lá estão, é exercer uma responsabilidade Pública colocando todos os meios que estão ao seu dispor ao serviço do Povo para melhorar a sua qualidade de vida, colocar os mesmos meios ao serviço das industrias e fiscalizando o que estes fazem com eles, para que todos os esforços convirjam ao serviço de todos e a qualidade de vida de todos melhore.

D.D.: Do Programa Eleitoral que propõe quais as ações que destaca?

J.G.:Promover e garantir um transporte público que faça ligação entre as freguesias e o centro do Concelho, melhorando as ligações viárias dos lugares e freguesias sem exceção;

– Garantir que todo o cidadão Valecambrense tenha acesso aos equipamentos essenciais (água, luz, saneamento, recolha de lixo e acessos dignos);

– Garantir que os serviços públicos em Vale de Cambra funcionem bem para melhor servir o povo;

– Garantir o tratamento de igualdade a todo o cidadão no acesso aos serviços municipais. Colocar todos os serviços municipais ao serviço do povo, que é para isso que eles existem;

– Garantir que todas as pessoas que exercem serviços de atendimento ao público o façam com dignidade respeito e competência;

– Promover a cultura e o desporto no concelho envolvendo a juventude para que tenham assim ocupação dos seus tempos livres.

– Promover ações concretas no combate à pobreza e exclusão social passando por ações de formação que promovam o emprego digno e com direitos.

Desencadear uma Auditoria às atuais e antigas obras da Câmara Municipal, às próprias finanças do Município e informar a população qualquer que seja o seu resultado.

– Informar devidamente os Valecambrenses sobre os valores atuais e futuros dos encargos da dí­vida da autarquia, dar conhecimento público para onde estão a ser canalizados os dinheiros públicos;

– Propor às diversas entidades e fazer o município participar num Plano de Emergência para Apoio aos atingidos pelos Incêndios, dando prioridade no apoio a essas populações atingidas;

– Lançar a discussão e as bases regulamentares para um criterioso ordenamento, manutenção, limpeza e segurança da floresta no município, ouvindo proprietários, proteção civil, populações e bombeiros;

– Redefinir e reequacionar as obras municipais planeadas para o concelho, auscultando as populações sobre a sua necessidade, oportunidade e prioridade evitando construir obras eleitoralistas.

D.D.: Que ambição transporta consigo para estas eleições?

J.G.: A ambição de tudo fazer para melhorar o estado de coisas e melhorar a vida de todos os Valecambrenses.

D.D.: Consigo que «tipo» de presidência de Câmara teremos?

J.G.: Uma presidência ao serviço de todos os Valecambrenses

D.D.: O que é para si e para a força política que suporta a sua candidatura um bom resultado?

J.G.: Quando se vai a qualquer tipo de eleição é com o propósito de ganhar essa eleição, por isso o bom resultado para nós é vencer estas eleições, caso isso não aconteça, é porque os Valecambrenses assim o entenderam, pois são eles que determinam esse resultado.

D.D.: Que conceção tem sobre as competências que podem e devem ter as juntas de freguesia?

J.G.: Apostar na dignificação do papel das Juntas de Freguesia, através da efetiva descentralização de competências e recursos, devidamente contratualizada em protocolo válido para todo um mandato. Esta é a única forma de aprofundar a autonomia das Juntas e acabar com a sua dependência, geradora de subserviência, da Câmara Municipal. Procurar aumentar significativamente as verbas transferidas para as Juntas de Freguesia não tolerando qualquer discriminação na base da opção política dos executivos locais.

D.D.: Quais os principais constrangimentos que hoje se colocam ao concelho?

J.G: Eu entendo que os constrangimentos que se colocam aos valecambrenses advém das políticas que têm sido executadas quer a nível local pelos executivos municipais, quer a nível Nacional pelos executivos dos Governos, por isso os constrangimentos são as políticas que estrangulam o crescimento económico que é o motor do desenvolvimento do Concelho e do País.

D.D.: …e os grandes desafios?

J.G.: Os grandes desafios serão ter condições para colocar todos os meios ao serviço dos Valecambrenses sem exceção.

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