Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Vale de Cambra dão a conhecer as razões das suas candidaturas – Entrevista a NELSON MARTINS

 

A cerca de duas semanas para as eleições autárquicas, o Discurso Directo publica as respostas dos candidatos à Câmara Municipal de Vale de Cambra, a um conjunto de questões comuns colocadas pelo nosso jornal. As razões da candidatura, a visão sobre o município e as principais ações do programa eleitoral são algumas das questões respondidas por José Pinheiro (CDS-PP), Pedro Almeida (PSD), Nelson Martins (PS) e José Gaspar (CDU). Fique hoje com a entrevista ao candidato do PS, Nelson Martins.

Discurso Directo (D.D.): Quais as razões objetivas que o levam a candidatar-se à Presidência da Câmara Municipal?

Nelson Martins (N.M.): Sou candidato porque Vale de Cambra é um concelho encantador e sedutor. Candidato pelo Partido Socialista, partido que atualmente no governo tem dado grande prova de reconhecimento nacional e internacional, serei o que sempre fui na vida pública: lí­der determinado, confiável, responsável, transparente e verdadeiro, com um espírito de missão ao serviço da comunidade acima de interesses pessoais ou corporativos, para que se alcance muito com o mínimo de recursos. Ao longo destes últimos quatro anos, não senti essas características ao comando do Município. Vale de Cambra precisa de políticas que garantam a sustentabilidade e de políticos verdadeiros e responsáveis na liderança.

D.D.: Que visão crí­tica tem sobre a realidade social, económica e política do município?

N.M.: Vale de Cambra é uma terra onde o empreendedorismo está entranhado nas gentes. Sinto que grande parte da população, ao lutar pela melhoria das suas condições económicas e sociais, tem receio de se expor, de se comprometer e de assumir publicamente o comando do seu próprio destino. Aceitando, muitas vezes como esmola, o que por direito lhe pertence, muitas pessoas mostram dificuldade em fazer parte da mudança de rumo na política concelhia, esperando que outros se comprometam. Um concelho com enorme dinâmica empresarial, a que faltam dirigentes com capacidade e evidências confiáveis para exigir o que o contributo para o Produto Interno Bruto nacional merece.

D.D.: Do Programa Eleitoral que propõe quais as ações que destaca?

N.M.: Construir o futuro impondo a marca “Vale de Cambra” na região, promovendo fóruns de discussão, orçamentos participativos, incubadora de empresas e rentabilização das infraestruturas desportivas e culturais, nomeadamente o Parque da Cidade ou a zona envolvente ao Santuário de Nossa Senhora da Saúde. Fomentando a igualdade de oportunidades, o desenvolvimento patrimonial e ambientalmente sustentável, dando prioridade a redes de abastecimento de água e de esgotos e ao transporte solidário de e para todas as freguesias, com rentabilização dos inúmeros, e qualificados, recursos humanos que a autarquia possui. Fazer renascer o espírito associativo, para fortalecer o sentimento de pertença a uma associação, a uma modalidade, a uma localidade, aprofundando laços de cultura, partindo de uma educação que, desde o pré-escolar, promova a solidariedade e a qualidade, a igualdade de oportunidades e a criatividade, a cultura local e o uso de novas tecnologias, o saber tradicional e a interação com a comunidade, a prática desportiva e o respeito pelos outros ou a transformação industrial e as múltiplas potencialidades turísticas.

D.D.: Que ambição transporta consigo para estas eleições?

N.M.: Pela diferença, contribuir para uma campanha eleitoral sem calúnias e com rentabilização máxima dos recursos humanos e financeiros, para que a evolução das mentalidades se vá fazendo e Vale de Cambra se imponha na região por bons motivos e muitíssimos anos.

D.D.: Consigo que «tipo» de presidência de Câmara teremos?

N.M.: Uma liderança cativante e coerente, responsável e verdadeira, sem obras adjudicadas sempre aos mesmos agentes ou a colocação intermitente de alcatrão sobre paralelos ou erva, sem que se cuide do saneamento ou se respeitem as canalizações individuais que atravessam as vias públicas. Uma visão estratégica que não permita embelezamentos de espaços públicos somente em período de campanha eleitoral, ou a custosa e pouco criteriosa realização de eventos com o único objetivo de caçar votos. Uma administração do que é público, como a V.C.P., sem dar prioridade ao calendário eleitoral e ao endividamento crescente. Uma prestação de contas, acautelando os interesses do município, rentabilizando a generalidade dos colaboradores, responsabilizando-os e dando-lhes a possibilidade de, com gosto darem o melhor de si, contribuindo para a construção sustentável do concelho.

D.D.: O que é para si e para a força política que suporta a sua candidatura um bom resultado?

N.M.: Depois do óbvio, retirar a maioria a um executivo que a não mereceu, conservar a liderança na leal e histórica freguesia de Macieira de Cambra, liderar noutras freguesias e melhorar os resultados para todos os órgãos a que nos candidatamos, em nome da VERDADE e RESPONSABILIDADE para se CONSTRUIR O FUTURO e se alcançar o desenvolvimento do concelho.

D.D.: Que conceção tem sobre as competências que podem e devem ter as juntas de freguesia?

N.M.: Os eleitos nas freguesias são os munícipes que melhor conhecem as necessidades e os desejos dos seus fregueses, pelo que privilegiaremos a descentralização atenta e responsável, sem olhar a cores partidárias.

D.D.: Quais os principais constrangimentos que hoje se colocam ao concelho?

N.M.: A falta de visão estratégica para, a curto e médio prazo se criarem condições de fixação e atração de população, nomeadamente: exigir que o IC35 e a ligação à A32 sejam uma realidade; melhorar as vias nacionais que atravessam o concelho; facilitar em tempo e dinheiro a construção e a reconstrução habitacional; levar saneamento e água a todas as localidades; diversificar a oferta de apoio aos idosos e melhorar a prestação de cuidados de saúde aos mais fragilizados; aproveitar as imensas potencialidades ambientais e culturais inexploradas; cativar os empreendedores, através de incentivos e de melhores zonas industriais; melhorar a rede viária…

D.D.: …e os grandes desafios?

N.M.: Usar a garra e o saber individual dos cambrenses ao serviço da comunidade, numa comunhão de mentalidades para colocar Cambra no comando dos municípios do Entre Douro e Vouga.

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