Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Vale de Cambra dão a conhecer as razões das suas candidaturas – Entrevista a PEDRO ALMEIDA

 

A cerca de duas semanas para as eleições autárquicas, o Discurso Directo publica as respostas dos candidatos à Câmara Municipal de Vale de Cambra, a um conjunto de questões comuns colocadas pelo nosso jornal. As razões da candidatura, a visão sobre o município e as principais ações do programa eleitoral são algumas das questões respondidas por José Pinheiro (CDS-PP), Pedro Almeida (PSD), Nelson Martins (PS) e José Gaspar (CDU). Fique hoje com a entrevista ao candidato do PSD, Pedro Almeida. 

Discurso Directo (D.D.): Quais as razões objetivas que o levam a candidatar-se à Presidência da Câmara Municipal?

Pedro Almeida (P.A.): Em quatro anos apenas já perdemos tanta coisa, já afundamos tanto que é preciso urgentemente devolver a ESPERANÇA às pessoas, por isso a nossa divisa é “Vale de Cambra com ESPERANÇA”. É por isso que aqui estou, entregando-me de corpo e alma a uma missão para a qual sinto que tenho as competências adequadas e o pensamento estratégico que nos pode levar de novo para o caminho de um futuro com ESPERANÇA.

D.D.: Que visão crítica tem sobre a realidade social, económica e política do município?

P.A.: Comecemos então pela realidade social. Se pensarmos bem no que fez o atual executivo, facilmente se percebe que além das festarolas, das excursões e das almoçaradas para iludir os idosos, não há mais nada. Temos no concelho os parceiros ideais para o fazer, refiro-me é claro às nossas IPSS’s, e será com elas que vamos trabalhar para melhorar a realidade. Realidade que conheço muito bem, porque como cidadão me tenho disponibilizado e ajudado algumas delas, sempre que me têm solicitado apoio e aconselhamento para concretizarem os seus projectos e obras.

Quanto à nossa realidade económica, a minha preocupação agrava-se, pois como sabemos sem crescimento económico não há desenvolvimento social que aguente. O Concelho não pode continuar a empobrecer, deixando fugir empresas e perdendo emprego e desse modo desperdiçando criação de riqueza.

Já sobre a nossa afirmação política, quer no contexto regional, como a nível nacional se não fosse a força e o dinamismo de alguns empresários de referência internacional, Vale de Cambra seria hoje uma insignificância política, com uma maioria que é completamente ignorada nos principais centros de poder porque não sabe, porque não domina os dossiers e porque prima pela falta de comparência em momentos decisivos.

D.D.: Do Programa Eleitoral que propõe quais as ações que destaca?

P.A.: O nosso projecto político está alicerçado em três pilares estratégicos que resultam de uma visão para o futuro da nossa terra, focada nas pessoas e no seu desenvolvimento humano, social e económico, de forma consistente e sustentável.

Esses pilares estruturantes estão priorizados da seguinte forma:

1. COESÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL

2. DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E COMPETITIVIDADE

3. EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO

D.D.: Que ambição transporta consigo para estas eleições?

P.A.: O que trago no meu coração é merecer a confiança dos Valecambrenses para lhes devolver a ESPERANÇA. Mas o que mais ambiciono é que os nossos filhos e as gerações vindouras não sejam obrigados a abandonar esta terra porque não encontram aqui perspetivas para viver com qualidade, trabalhar, constituir família e serem felizes.

D.D.: Consigo que «tipo» de presidência de Câmara teremos?

P.A.: Teremos uma Presidência de Câmara liderada por uma pessoa com cultura e humildade democrática, sempre disponível para o diálogo com as pessoas e as instituições, num entendimento de que todos contam e todos são chamados a participar na nossa vida concelhia.

D.D.: O que é para si e para a força política que suporta a sua candidatura um bom resultado?

P.A.: Um bom resultado é ganhar as eleições, lutando contra tudo e contra todos os que não desejam que tenhamos esse resultado. Estamos a trabalhar para uma vitória que nos permita aplicar em todas as suas dimensões, o nosso projeto político. Temos nas nossas listas à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e às Assembleias de Freguesia, pessoas com um perfil de inequívoca idoneidade cívica, social, pessoal e profissional, cujos méritos são publicamente reconhecidos até pelos nossos adversários. São claramente Valecambrenses de uma imensa generosidade e dedicação que estão dispostos a descalçar as pantufas e o conforto do ambiente familiar, para arregaçar as mangas e dispor-se a exercer uma cidadania ativa em prole do bem-comum e das pessoas concretas, tal como mui bem afirmou a Dr.ª Rosa Anita, no seu brilhante discurso na apresentação dos candidatos do PSD.

D.D.: Que conceção tem sobre as competências que podem e devem ter as juntas de freguesia?

P.A.: Entendo que as Juntas de Freguesia são os órgãos do poder local democrático que conseguem o maior nível de proximidade com as pessoas, tendo por essa via um melhor conhecimento dos problemas concretos e das necessidades que carecem de resolução e satisfação. Essa proximidade tem um valor político e social inestimável, pelo que deviam ser transferidas mais competências para as Juntas, sobretudo em matéria de acção social para que a sua intervenção na promoção da qualidade de vida tivesse ainda maior eficácia. Defendo pois que essas competências deviam ser confiadas às Juntas de Freguesia, devidamente enquadradas do ponto de vista legal, mas também entendo que a essa transferência de competências devia corresponder a respectiva transferência de meios financeiros.

D.D.: Quais os principais constrangimentos que hoje se colocam ao concelho?

P.A.: Como se sabe, existe hoje a nível global uma feroz concorrência entre territórios. Uma concorrência que começa desde logo pela disputa da atenção dos investidores e empreendedores, sem cuja atenção não se conseguirá captar projetos de investimento produtivo e benéfico para a economia local.

A economia é a base fulcral do desenvolvimento, quem não conceder a devida atenção a essa dimensão pouco ou nada conseguirá fazer a nível social e humano, pelas suas populações.

E não podemos ter quaisquer ilusões, porque actualmente os investidores quando têm um projecto de empreendedorismo e estão no mercado territorial à procura do local ideal para o instalar questionam tudo. Questionam as acessibilidades, as infraestruturas básicas, a rede escolar, a rede de apoio social, os subsistemas de saúde pública e privada, a segurança e proteção civil, as instituições públicas instaladas e sobretudo a Justiça, como questionam as medidas de sustentabilidade ambiental que estão em prática, a fiscalidade e os incentivos que lhes oferecem e naturalmente a capacidade de gestão política daqueles que serão os seus interlocutores a nível local. Só uma avaliação positiva e cruzada de todos estes factores que enumerei e de outros que poderia ainda citar, é que pode determinar a decisão de instalar em Vale de Cambra, ou não, uma empresa que traga bom investimento produtivo, criador de emprego e gerador de riqueza.

Ora, este é o nosso maior constrangimento hoje, porque não temos no governo do nosso Município ninguém com visão estratégica que tenha capacidade de olhar para o seu território e perceber que este é que é o desafio para o nosso desenvolvimento, este é que é o desafio para termos Vale de Cambra com ESPERANÇA. Aliás, foi essa falta de visão que nos fez perder 4 preciosos anos.

D.D.: …e os grandes desafios?

P.A.: Os grandes desafios são aqueles que podem dar resposta a todas essas perguntas que os investidores e empresários colocam aos autarcas quando os demandam, para decidir se vão apostar no seu território e instalar aí os seus projectos. Portanto o nosso primeiro desafio é cuidar das pessoas, precisamente dos mais idosos, daqueles a quem devemos tudo, cuidando de lhes dar apoio social personalizado ao domicilio, de nos assegurarmos se têm condições de se deslocarem para ter assistência médica, ou para tratar dos seus assuntos nos vários organismos públicos. E de nos assegurarmos das suas condições de habitação, da sua condição familiar, social, económica e financeira, numa palavra, de nos assegurarmos que têm uma vida digna e completa. Depois, temos de chamar os jovens, envolvê-los na construção da comunidade para os comprometer com um futuro colectivo que é também o seu, convocando-os para participar na programação cultural, desportiva e nos eventos de Ciência e sociedade. O outro grande desafio, perfeitamente interligado com todos os outros, é a economia local e o plano estratégico de desenvolvimento sustentável integrado que temos para tornar o nosso território concelhio, economicamente mais competitivo, dinâmico e magnético, para recolocar Vale de Cambra no lugar que os Valecambrenses desejam e merecem.

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