A «missa do rio» e os 25 anos da ordenação do Padre Agostinho Sousa

Fotos: Carlos Pinho

Na margem direita do rio Paiva e tendo como cenário a bonita aldeia da Paradinha, o Padre Agostinho Sousa voltou, no passado sábado, a rezar a “missa do rio”. Um culto para fiéis que assumem aquele tempo e aquele espaço, como “um momento de encontro” de uma grande famí­lia. É assim, desde há 24 anos, no primeiro fim de semana de Agosto, numa Alvarenga sempre orgulhosa da sua terra e das suas gentes. E há por ali muito orgulho, o último dos quais evidenciado nas bodas de prata de ordenação sacerdotal daquele que é hoje um dos principais responsáveis pela congregação dos Dehonianos.

A fé e o gosto pelo rio

O padre Agostinho de Sousa, em entrevista que nos concedeu em 14 de novembro de 2014, lembrou que a ideia da “missa do rio” partiu duns amigos: «”agora que és padre, porque não celebras uma missa para nós nas margens ‘do Paiva’, tu que também gostas tanto do nosso rio?”… Foram mais ou menos estas as palavras que me convenceram a celebrar uma missa no ano a seguir à minha ordenação e depois nunca mais paramos» – disse ainda.

O lugar foi variando. Tem sido muitas vezes na Paradinha, mas também já foi no Areinho, na Cabranca, no Vau… O importante é que seja nas margens do rio Paiva – assumem os promotores. O que é facto é que este é um momento muito significativo do verão alvarenguense, em que participam pessoas vindas de diversas paragens.

As bodas de prata

A «princesa do Paiva» engalanou-se a preceito. Foram centenas de pessoas que estiveram presentes na missa celebrada pelo Padre Agostinho de Sousa na igreja paroquial de Alvarenga, no passado domingo. Concelebraram outros padres pertencentes à congregação dos Dehonianos e o pároco Jorge.

Registo também para a presença dos seus treze irmãos, sobrinhos e sobrinhos-netos. As leituras foram feitas pelos seus professores da escola primária e da telescola; José Andrade Lopes e Ana Paula Valente Cecí­lio. Por ali ouviu-se também a professora Celeste, da telescola, e palavras de agradecimento pelo seu trabalho de missionário em Portugal e além-fronteiras (Equador, Moçambique e Congo).

Na entrega de lembranças, no momento de ação de graças, marcaram presença diversas personalidades, entidades (como a Junta de Freguesia) e várias associações da freguesia que o viu nascer há 52 anos: Rancho Folclórico, Banda Filarmónica, Grupo Desportivo de Santa Cruz de Alvarenga.

No fim da missa todos foram convidados a participar no lanche/jantar no largo de Trancoso, onde não faltou animação. No repasto lá esteve “o porco no espeto”, regado com bom vinho da freguesia – tudo oferecido por pessoas amigas. Por ali viram-se também pessoas de Lisboa (como da associação ABC, onde trabalhou com jovens e crianças) e da paróquia do Foco, da cidade do Porto.

No final foi cantado os parabéns acompanhados pela filarmónica e cortado um bolo gigante oferecido pela famosa Padaria Ribeiro, do Porto… mas de um alvarenguense. Em simultâneo foi exibido um filme que retratava a vida de missão do padre Agostinho Sousa. PB

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