Costocondrite… Porque sentimos dores no peito?

Dores

Hoje falarei sobre a Costocondrite, não só a nível informativo, como também vivencial com os pacientes, alguns, sofreram durante dias até saber o que realmente tinham. A seguir cito os principais sintomas que servem para detectar esta doença.

Costocondrite é uma ocorrência que causa inflamações nas cartilagens que ligam as costelas ao osso esterno.

Muitas vezes é confundida com a Síndrome de Tietze, porém, é relevante dizer que apesar de ambas apresentarem sintomas semelhantes devido à inflamação, a síndrome de Tietze causa inchaço nas articulações, e sua incidência esta mais referida a adolescentes e adultos jovens em igualdade no sexo feminino e masculino, enquanto que a Costocondrite ocorre mais frequentemente em mulheres e em pessoas com mais de 40 anos.

Sua causa é referida como idiopática, pois não se conhece uma razão determinante, relata-se que pode seguir-se de um trauma ou pressão no peito ou mesmo atividades que a pessoa não esteja acostumada a fazer por muito tempo.

Pessoas que submetem-se a exercícios físicos de alto impacto, levantamento de pesos, ou que tenham problemas ósseos tais como espondilite anquilosante, artrite reumatoide, fibromialgia, tosse intensa, infeções derivadas de fungos, bactérias e vírus que de alguma forma afetam as junções das costelas.

Não há estudos que comprovem que uma “determinada” pessoa tem maior risco de ter a Costocondrite, mas como citei acima, existe uma tendência maior em adultos e mulheres acima dos 40 anos.

O sintoma que destaca essa doença, é a dor aguda e profunda, localizada na frente do peito, onde ficam as 4ª, 5ª e 6ª costelas, que podem ou não irradiar para os lados, pressionar essa zona traz intensificação do sofrimento na área afetada, as dores podem aumentar ou diminuir conforme  posição ou forma de respirar. É fato que as dores no peito podem ser derivadas de várias outras doenças ou situações psicossomáticas, por isso que é necessário um diagnóstico mais cauteloso.

Sua análise tem como base inicial, informações fornecidas pelos pacientes e sintomas sentidos, além do exame físico. O médico decidirá a pertinência, de solicitar ou não, eletrocardiograma, radiografia de tórax, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para descartar qualquer outro tipo de doença.

Para o alívio dos sintomas, o médico poderá prescrever analgésicos e anti-inflamatórios. Caso seja um estágio mais grave, recomenda-se injeções de corticoides,  anestésicos locais, ou bloqueio do nervo intercostal, num caso extremo.

Em tratamento não medicamentosos, e num contexto de aliviar os sintomas, a acupuntura, osteopatia, exercícios de alongamento, são indicados.

A Costocondrite tem uma remissão considerável, e na maioria das vezes melhora entre 6 e 8 semanas.

Alongar e  respirar profundamente/lentamente várias vezes ao dia, facilitará muito na recuperação.

Consultem sempre um especialista!

 

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