O ano de 2017

O ano de 2017 perspetiva-se como um ano marcado pelas eleições autárquicas e, no plano governamental, pela expetativa com que nos vamos deparar perante a anunciada intenção da redução da dívida pública. Ora a sempre curiosa e interessante relação do Governo do Partido Socialista com quem o sustenta na Assembleia da República, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e “Os Verdes”, será fulcral na gestão de equilíbrios com o fim de atingir aquele objetivo. E, mais importante ainda é a resposta à seguinte questão: será, no futuro próximo ou longínquo, perigosa essa relação? Ou será que o PS de António Costa pensa socorrer-se da “mão responsável” do PSD nos momentos difíceis?

Começamos este ano com a perda de vultos que marcaram indubitavelmente a sociedade portuguesa e terão, certamente, o seu nome inscrito na nossa história. A perda de Mário Soares e do Professor Daniel Serrão, personalidades que aprendi a respeitar e a admirar, deverão fazer-nos meditar sobre a força reformista multifacetada que tais vultos imprimiram à sociedade. Resta-nos, portanto, prestar-lhes a devida homenagem, destacar os seus contributos mais relevantes e seguir o seu exemplo naquilo que melhor contribuíram para o mundo que hoje conhecemos e em que vivemos.

Por Arouca, adivinham-se novidades no que ao jogo político diz respeito, com a já anunciada apresentação, pela imprensa local, do candidato do PSD à Câmara Municipal. Será a primeira força política a fazê-lo e, certamente, irá despoletar o aparecimento ou a confirmação das várias teorias que se foram formando na praça pública sobre as opções políticas e as escolhas dos partidos da nossa autarquia.

Do meu ponto de vista, o PSD Arouca apresenta-se neste novo ano mais fortalecido ao conseguir, por meio da sua maior representação na última Assembleia Municipal, acabar com a taxa de 5% sobre a coleta líquida aplicada pela autarquia, valor esse que era a taxa máxima, aplicada até 2016 pelo município de Arouca. Uma reunião que mostrou, mais uma vez, a importância da figura do Presidente da Assembleia Municipal e do seu voto de qualidade. E, neste caso, de coragem, o que reforça a importância destas eleições na perspetiva de que todos os eleitos pelo povo para seus representantes têm importantes papéis na definição do nosso futuro coletivo, não estando estas e outras eleições apenas e só focadas nos cabeças de lista aos órgãos executivos, como muitas vezes nos parecem fazer crer.

Aguardamos mais novidades que irão certamente surgir do ponto de vista local e, creio, do ponto de vista nacional, com a perspetiva de um ano bastante agitado. E na certeza que, no plano desportivo, com a recente vitória em Tondela, a tendência de recuperação e de afirmação do FC Arouca nos continue a dar alegrias.

Artur Miler

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