“Os 100 anos já ninguém me tira”

Sr. Martins, um exemplo de longevidade

Fotos: Carlos Pinho

O Sr. Alfredo Martins, residente em Arouca, comemorou 100 anos de vida, de memórias, experiência e conhecimento. Para assinalar a data, foi preparada uma missa e um almoço em sua homenagem, onde estiveram presentes amigos e familiares. O Discurso Directo esteve à conversa com o idoso, que nos abriu as portas de casa e nos contou um pouco da sua história de vida.

100 anos. Foi esta a idade que o Sr. Alfredo Martins, de Arouca, comemorou no passado dia 14 de dezembro numa Missa e almoço em sua homenagem. A Missa decorreu na Igreja do Convento de Arouca e o almoço contou com a presença de familiares e amigos, num total de cerca de 30 pessoas.

Em declarações ao nosso jornal, o Sr. Alfredo afirmou que o “segredo” para a longevidade é “não estragar a saúde”, dando como exemplo, a ingestão bebidas alcoólicas. “Mesmo quando era novo nunca fui muito de beber, nem andar em noitadas”, referiu, acrescentando que gosta de se alimentar de forma saudável, dando preferência aos legumes e verduras. “Eu costumo pedir à empregada para me fazer alimentação para a saúde, porque nós devemos comer para viver e não viver para comer”.

O centenário ainda conduz e contou-nos que não dispensa as idas ao barbeiro para conversar e os passeios de carro, pois é uma forma de “espairecer”. Durante o dia tem a ajuda de uma empregada que trata da casa, cozinha e o acompanha e, durante a noite, faz questão de ficar sozinho.

Emigrou para o Brasil com cerca de 30 anos de idade e por lá permaneceu durante 35. Foi empresário da “sacaria” e chegou a contratar dezenas de empregados. “Trabalhava com embalagens, sacaria para a apanha do café, do arroz, do açúcar. Vendia milhares de sacos.”, explicou. Regressou depois a Portugal por motivos de saúde.

O idoso não tem família em Arouca, já que os seus cinco irmãos “morreram todos com 70 e tal anos” e as duas filhas e netos vivem no Rio de Janeiro, Brasil. Este ano, o Natal foi passado em casa com uma das filhas e netos, que vieram do Brasil para o seu aniversário e para a quadra natalícia.

Texto de Andreia Borges

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