Valinox

CRESCIMENTO ALIADO À QUALIDADE

A Valinox foi criada em 1981, em Macieira de Cambra, voltada para as carências de mercado da área de metalomecânica. Em 1986 foi criada a divisão de climatização, “face às exigências de controlo da temperatura, humidade e qualidade do ar em ambientes industriais”. Mais recentemente iniciou também a actividade de electricidade e automação industrial. A atenção ao mercado e a adaptação às suas exigências impulsionaram o crescimento desta empresa que, na década de 90 se viu “obrigada” a mudar de instalações, fixando-se, em 1994, na Zona Industrial da Farrapa. “A empresa teve necessidade de crescer. Foram analisadas várias hipóteses de localização na zona envolvente”, conta Pedro Soares, um dos administradores da empresa, acrescentando que foram das primeiras empresas a instalarem-se nesta zona. “Sentimos que havia aqui condições, e esperávamos alguns benefícios, nomeadamente na mão-de-obra (que não se veio a verificar!).” Catorze anos depois da mudança para o nosso concelho, 50% dos funcionários é de Arouca, maioritariamente na parte administrativa, alguns ocupam “postos de comando importantes”. O número total de funcionários ronda os 80. Nas suas quase 3 décadas de existência, foi respondendo às necessidades de mercado, apostou na formação do seu quadro de funcionários e na qualidade dos seus produtos. Os responsáveis pela empresa elogiam o trabalho e a relação estabelecida com a AECA (Associação Empresarial do Concelho de Arouca), e garantem ter um bom entendimento com os responsáveis políticos do município. As exportações já representam 30 a 40% do volume de facturação. Por exemplo, na altura em que visitamos a empresa, regressava uma equipa de funcionários que esteve a trabalhar no Hotel Mon Royal, em Paris. Os custos com a deslocação são minimizados; primeiro porque têm um acordo com a cadeia de hotéis Meridien e, em segundo, porque assumem trabalhar com base na qualidade, “que tentamos manter, por isso, recorremos pouco à subcontratação”. A evolução da empresa ditou a sua certificação nos sistemas de gestão de qualidade e de gestão ambiental. Assim, entre os itens que regem a política de qualidade da empresa encontramos o “rigor na qualidade do produto e dos seus processos” e o “compromisso de melhoria contínua na prevenção da poluição”. As dificuldades na certificação prenderam-se com a ausência de infra-estruturas na zona industrial.
Metalomecânica, Climatização e Electricidade e automação A metalomecânica esteve na génese da Valinox. Nesta divisão dedica-se ao projecto de fabrico e montagem de equipamentos de armazenagem, equipa, movimentação e processamento de produtos. “Estamos a crescer no mercado farmacêutico, plásticos e biocombustíveis.” A divisão de climatização elabora projectos, constrói e instala sistemas de ar condicionado, aquecimento, tratamento de ar ambiente, ventilação, despoeiramento, recuperação de energia e gestão centralizada de processos. Nesta área, a Valinox dedica-se “à camada mais alta”. No nosso concelho deixou a sua marca no edifício do Tribunal e nas instalações do Centro e Saúde local. “Sentimos que já ocupamos um cargo importante neste sector”, revela Pedro Soares, muito embora a metalomecânica represente 60% da actividade desenvolvida na empresa. Embora os dividendos provenientes da divisão de electricidade e automação sejam “quase irrelevantes”, esta é uma actividade que já existia na empresa, mas que não era disponibilizada ao público. Em qualquer uma das suas áreas de intervenção, os projectos desenvolvidos pela Valinox são sempre aprovados pelo cliente. A crise económica actual, e que tem ocupado espaços noticiosos em todos os media nacionais, não assusta, mas impõe respeito. “Ninguém está imune. Se disserem o contrário estão a mentir. Se não há crédito, há diminuição do investimento. Neste momento ainda não a sentimos. Os projectos em carteira ainda nos dão algum pulmão até meio do próximo ano.” Mesmo assim, estão a prepara-se para um conjuntura económica desfavorável, “numa óptica de postura de mercado”. “Estamos sempre à procura de coisas novas e desafios, desde que sejam interessantes e adequadas ao mercado”. Para futuro, a aposta desta empresa continuará a ser a “modernização dos seus meios produtivos e a formação dos seus colaboradores”, como um meio de manter a qualidade dos seus produtos.

Texto e foto de Cláudia Oliveira, JDD
Edição nº 27, 14 de Novembro 2008

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