Moreira & Alves, S.A.

Especialidade em cozinhas e casas de banho.

Foi criada na mudança da década de 70 para os anos 80. Na altura era uma sociedade por quotas (Lda.) entre dois cunhados. A Moreira & Alves começou, como de resto começam a maioria das empresas em Arouca, “por ter umas caixitas de material debaixo das escadas e foi evoluindo. Ninguém nasce grande”, afirma um dos actuais administradores. Comercializam material sanitário (canalizações, louças, torneiras, banheiras de hidromassagem, etc.) e cozinhas. Têm cozinhas montadas um pouco por todo o país, trabalhando quase sempre para particulares. A preocupação é a satisfação do cliente. No caso das cozinhas, ficam com os dados do cliente (que normalmente procura a empresa quando tem uma habitação em processo de construção), combinam uma visita ao local, é feito um levantamento das condições e um estudo do que melhor se aplica naquele espaço, desempenhando um pouco o papel de decoradores. Depois mostra-se ao cliente, ouve-se a sua opinião, até chegar a uma solução que lhe agrade. O mesmo acontece em relação às casas de banho. A exportação ainda não tem peso significativo no negócio. “Vendemos para um cliente em Angola, mas nada de significativo. Para já, não estamos a pensar na internacionalização”. Mesmo com as sucessivas transformações de mercado, a Moreira & Alves, S.A. tem conseguido adaptar-se. Até mesmo nos processos mais complicados. “Éramos credores de uma empresa que faz restauros e remodelações. Quando a empresa entrou em processo de recuperação ficamos com mais de 90% da quota, para minimizar o prejuízo. Esta é uma empresa que agora está a trabalhar bem.” E este é apenas um exemplo. Com um volume de negócios de 2 milhões de euros e mais de duas dezenas de funcionários, a expressão desta empresa no mercado arouquense é muito pequena. “Penso que se deve à falta de conhecimento e divulgação da empresa. Nós descuidamos um bocado a nossa zona envolvente e voltámo-nos mais para o Porto”, revelam. Estando a área de negócio mais centrada na cidade do Porto, com a grande maioria dos serviços a incluir entrega ao domicílio, sentem-se as dificuldades no transporte das mercadorias em vias de comunicação estreitas e de piso irregular. Outra falha é a inexistência de ordenamento na zona, com um centro empresarial que potencie a captação de clientes. “Fala-se muito em PDM, mas pouco se faz”, acusa a administração. Instalados no lugar de Gestosa, em Escariz, os administradores confessam que a sua localização não é a mais favorável, e contam que a escolha do local foi ditado pelas circunstâncias económicas. “Antigamente não existiam zonas industriais e nós aproveitamos um cantinho de terreno da família para não termos de gastar dinheiro”. Em Escariz, com mais de 1 000 metros quadrados de área coberta, têm uma zona de exposição de cozinhas e casas banho, e um armazém de tubos e outros materiais, em Matosinhos – na Senhora da Hora – têm uma loja ligada à comercialização das cozinhas e louças de casas de banho.

Texto de Cláudia Oliveira
edição 15 JDD de 15/08/2008

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